Barril espanhol

Barril espanhol

A classificação colocada nos rótulos dos vinhos, muitas vezes nem chega perto da rigorosa classificação da Espanha!

É comum encontrarmos a palavra “Reserva” em rótulos de vinhos argentinos, chilenos e de vários outros países do Novo Mundo. O costume foi herdado dos espanhóis, mas, apesar de indicar um vinho de melhor qualidade, não chega nem perto da classificação rigorosa da Espanha.

Se colocar diante de um bom vinho espanhol pode ser uma missão e tanto. Entender o que o rótulo tem a dizer, então, nem se fala! Mas não se intimide. Entre o nome do vinho e do produtor, uva utilizada, safra, denominação (região) e graduação alcoólica (ufa!), você provavelmente verá uma referência ao envelhecimento do vinho com certo destaque – Joven, Roble, Crianza, Reserva e Gran Reserva.

É fato que a região determina o estilo e a qualidade do vinho, mas essa garantia de envelhecimento pode ser a informação mais importante a se procurar. Tamanha é a sua relevância e o rigor na verificação dos padrões, que alguns vinhos, inclusive, ganham um selo destacando-a.

Entenda as diferenças entre todas as categorias.

Vino Joven y Roble

Para começar, apresentamos as categorias mais simples, que dificilmente saem da Espanha. Os vinhos Joven são engarrafados e comercializados logo após a classificação – e, aliás, se não encontrar nenhuma referência quanto ao envelhecimento, pode ter certeza que se trata de um Joven. Eles também são conhecidos pelos nomes “vino del año” ou “sin crianza”.

Por serem vinhos mais frutados, vão muito bem no dia-a-dia, um vinho sem compromisso. Ou melhor, compromisso apenas de relaxar o seu dia.

Já Roble, em espanhol, quer dizer “carvalho”, e isso já nos dá alguns indícios quanto aos vinhos dessa categoria. Apesar de todos os classificados, com exceção do Joven, passarem por barrica de carvalho, este, em especial, não passa mais tempo envelhecendo do que um período que vai de seis a oito meses, e logo depois já é comercializado.

Vino de Crianza

O “crianza” no nome dessa categoria não tem nada a ver com juventude (nem com “criança”), como somos induzidos a pensar. Significa “criação”… E que criação! Os vibrantes vinhos Crianza envelhecem por dois anos, dos quais seis meses passam em barrica de carvalho. No período, ganham notas de baunilha, pitadas de especiarias, algumas unidades de cereja – tudo num fundinho terroso. Eles são super fáceis de beber, e os mais comuns de se encontrar também!

Ah, os brancos e rosés, por padrão em todas as categorias, envelhecem por menos tempo. No caso dos vinhos Crianza, eles passam apenas um ano envelhecendo na bodega, sendo metade desse tempo em barrica.

Já menos frutado que o Joven por sua passagem em barrica, ele é ideal para uma reunião informal com amigos. Harmoniza um bom papo!

Reserva

Para um vinho atingir a profundidade de um Reserva, é preciso envelhecer três anos, com ao menos dois em barril. Deixe de lado a ansiedade. Uma variedade tinta com tal classificação só é comercializada após seu quarto ano de vida. Não à toa, são mais encorpados que os anteriores. Concentrados e opulentes também!

Os brancos e rosés, por sua vez, envelhecem por dois anos, sendo seis meses o período mínimo de repouso em barrica. Assim, só é possível encontrar exemplares após seu terceiro ano de vida.

Pensou na festa do fim de semana? Uma comemoração? Convide um Reserva!

Gran Reserva

Só as safras mais bem-sucedidas têm a honra de estampar um Gran Reserva no rótulo! Depois de passar dois anos em barrica de carvalho, esses vinhos são engarrafados e repousam por mais três longos anos, quando adquirem não só sutileza, mas também harmonia singular.

Se já é difícil encontrar um tinto nesta categoria, imagine uma variedade branca!? Elas são raríssimas! No total, os vinhos brancos envelhecem por quatro anos, sendo por um período mínimo de seis meses em barrica.

Depois do que você leu sobre um Gran Reserva, já dá para imaginar que ele requer ocasiões mais especiais. Ele é o grande vinho do seu jantar especial! Esse é o tipo de vinho que não se mantém igual do momento que abrir a garrafa até o final dela. Cinco minutos na taça, uma surpresa. Mais alguns minutos, outras surpresas…

Uma questão de idade

Pensando em tudo isso, pode-se dizer que quanto mais velho, melhor… Certo? Errado! Conforme o tempo vai passando, o vinho vai adquirindo um caráter diferente e, sem dúvida, mais complexo – o que não significa necessariamente que seja melhor. Bom, mas uma coisa é certa: quanto mais tempo em barrica, mais caro é.

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