O Brasil é, sim, terra de vinhos

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O Brasil é, sim, terra de vinhos

Falar em vinho brasileiro ainda faz muita gente torcer o nariz, seja por preconceito ou por falta de informação.

Os consumidores ainda guardam a imagem de um vinho de baixa qualidade que era produzido no Brasil até antes da entrada em massa de importados no início da década de 1990, o que revelou o atraso nos padrões de qualidade.

O impacto da perda de mercado provocado pela mudança de consumo fez os produtores nacionais correrem atrás do prejuízo. As vinícolas se modernizaram, aprimoraram as técnicas de cultivo e a condução dos vinhedos para obter uvas de qualidade; incorporaram tecnologia de ponta nas vinícolas; buscaram a capacitação de seus profissionais e, assim, o produto nacional mudou, ganhou qualidade de padrão internacional.

Hoje, posso afirmar com toda convicção: vinho brasileiro é tão bom quanto qualquer vinho produzido no mundo! Isso é fato.

Identidade verde-amarela

Porém, produzir com qualidade não significa produzir vinhos iguais, então não se pode esperar que o vinho produzido no Brasil seja igual aos argentinos, chilenos ou europeus. Até porque todos esses não são iguais entre si. E se forem iguais, então não serão vinhos autênticos, mas sim um padrão, uma fórmula, e o consumidor precisa estar atento à isso.

No caminho da busca por melhoria de qualidade o vinho brasileiro também revelou uma identidade própria. Apesar de estar histórica e geograficamente inserido no chamado Novo Mundo do Vinho, seu estilo tem muito mais a ver com o do Velho Mundo por conta das características particulares de solo, clima e até mesmo culturais, ligadas aos hábitos trazidos pelos imigrantes italianos que desenvolveram as bases da vitivinicultura do sul do país, imprimindo um estilo mais europeu de fazer vinhos, aquele a que estavam acostumados em sua origem.

Um brinde aos vinhos brasileiros!

Esse estilo tem a ver com vinhos que primam mais pela elegância e pelo equilíbrio, tanto em aromas como no paladar, com teor de álcool mais moderado e uma acidez natural mais presente, que dá frescor aos vinhos. Em contraposição, os vinhos do Novo Mundo são caracterizados pela exuberância de aromas, por serem mais encorpados em função de alta carga de taninos e álcool elevado, o que faz os vinhos terem menos frescor.

Então, para entender e apreciar os vinhos brasileiros, assim como qualquer vinho produzido no mundo, é preciso que os consumidores se proponham a provar para perceber os diferentes estilos e entender que a grande beleza do vinho está na diversidade, e não em padrões sempre iguais.

Mas, se isso ainda não te convenceu, veja aqui os 10 motivos para beber vinho brasileiro

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