Os clássicos destilados e espirituosos – parte I

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Os clássicos destilados e espirituosos – parte I

Fermentados, destilados, espirituosos. Leia nossa apresentação às bebidas, saiba quando e como tomá-los!

Fermentados, destilados, espirituosos. Leia nossa apresentação às bebidas, saiba quando e como tomá-los!

Já se perguntou por que as bebidas destiladas são também chamadas espirituosas? Nem tente usar a criatividade… A questão aqui é muito mais linguística que qualquer outra coisa!

De volta ao tempo dos alquimistas, entre séries de experimentos, destilavam o vinho de modo a obter seu “espírito”, sua parte inflamável. O “espírito das bebidas”, portanto, era a maneira como designavam o álcool etílico presente nelas. Nada mais junto, então, que as mais alcoólicas das bebidas receberem tal denominação.

O açúcar que vem da cana

Não é novidade (ou não deveria ser) que a cana-de-açúcar produz mais do que propriamente açúcar. Alguns pesquisadores ousam dizer, inclusive, que a destilação da cana, e não a extração do açúcar, como foi convencionado dizer, é que teria motivado a colonização das Américas. Verdade ou mito?

Cachaça

O mais brasileiro dos destilados tem a cana-de-açúcar como sua matéria prima. Uma vez moída, a cana libera o mosto, que é fermentado e depois destilado, resultando na cachaça branca, a mais usada para fazer drinques. Se essa cachaça for envelhecida em barris, denominada prata ou outro, então é mais adequada para se degustar pura a temperaturas mais amenas e servida numa taça especial para cachaças. Degustá-la pura não significa ingerir de uma só vez, como somos levados a pensar – uma dose deve ser consumida por aproximadamente 30 minutos.

Rum

Assim como a cachaça, o rum é produto da destilação da cana de açúcar, claro, com algumas diferenças. Pode ser feito tanto a partir da cana como do melaço e também é envelhecido em barris, onde se diferencia pela coloração. O rum branco, ou seja, não envelhecido, é mais usado para fazer drinques, como daiquiri e mojito. O ouro, com cor âmbar, também é indicado para os drinks. O negro, por sua vez, acompanha muito bem (surpreendentemente) cervejas de limão ou gengibre. Há ainda runs que condimentados com, por exemplo, caramelo e os melhores, chamados “overproof”, que chegam à casa dos 60% de álcool. Se for beber puro, nos dias frios, pode ser servido à temperatura ambiente e nos mais quentes, com algumas pedrinhas de gelo.

O poder dos cereais

Longe dos trópicos, não há país que consiga cultivar cana. E antes mesmo de tê-la descoberto, já se produziam destinados de outras matérias… Mas do quê? Simples, daquilo que era mais abundante: grãos e cereais.

Gim

Longe de ser um espirituoso neutro, o gim é destilado de zimbro e outros cereais. Depois da primeira destilação, a bebida resultante normalmente passa por infusão no bagaço de frutas, anis, coentro, casca de laranja ou canela, e é novamente destilada. O resultado? A aquisição de delicados aromas e sabores, tornando-se ideal para ser degustado puro. Apesar disso, muito mais tradicional que bebê-lo puro, o gim é usado para fazer drinques, sendo o mais conhecido o martini.

Uísque

Rigorosamente regulamentado, o uísque é uma bebida com diversas denominações de origem, classes e tipos – pode ser feito com uma série de grãos, sendo malte o principal, e envelhecido em barris de carvalho. Há quem prefira o estilo “caubói” (um ou dois dedos de uísque e nada de gelo), mas também pode ser apreciado gelado e em drinques com água de coco, água com gás e outros.

Vodca

Não se tem certeza sobre a origem do seu nome, porém, na maioria das línguas eslavas, nada mais é que o diminutivo da água. Aguinha… Dá para acreditar? Mas, se está nessa lista, é daquelas que passarinho, definitivamente, não bebe. Pode ser aromatizada artificialmente, porém, o estilo mais tradicional é o incolor, com aromas e sabores de álcool. Destilado de grãos, em sua maioria, como trigo, centeio e arroz, também pode ser originada de figos, uvas e batatas, por exemplo. Sua neutralidade é sua principal característica, e o que garante seu papel em diversos coquetéis. Se preferir degustá-la pura, lembre-se de deixá-la uma temporada no congelador, onde vai adquirir cremosidade.

Sentiu falta…

… do licor, da tequila e do absinto, dos brandies e licores? Não se preocupe, pois abordaremos estes e outros espirituosos na próxima parte da matéria.

Até lá, há muito o que ser degustado! Só não se esqueça moderação, afinal, destilados têm, em média, graduação alcoólica de 40%. Bom, e qualidade é sempre mais importante que quantidade!

Por Gustavo Jazra

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