Quanto mais velho…melhor?

Quanto mais velho…melhor?

Quem nunca ouviu a frase: “sou como o vinho, quanto mais velho, melhor”, de algum engraçadinho que estava fazendo aniversário? Ou até preferiu fazer uma compra de um vinho mais velho, por achar que teria mais qualidade. Porém, definitivamente, nem sempre um rótulo com safra antiga é melhor…

Talvez essa “lenda” tenha origem no fato de que somente vinhos de qualidade podem envelhecer por mais tempo, sem “morrer”. De qualquer maneira, vinhos de qualidade superior, como os melhores tintos de Bordeaux, Borgonha e Côte-Rôtie ou, ainda, brancos de Borgonha e Graves, conseguem essa proeza.

Esses vinhos, geralmente, são comercializados dois ou três anos após sua colheita, enquanto os seus melhores exemplares, em suas melhores safras, devem (e merecem) esperar alguns anos até atingir o seu ápice. Continuando no Velho Mundo, o italiano Brunello di Montalcino é um ótimo exemplo de vinho que também consegue envelhecer bem.

Diversas reações químicas acontecem enquanto o vinho “descansa” na garrafa. Uma delas diz respeito a polimerização dos taninos que, tornando-se cadeias moleculares maiores, ficam menos agressivos na boca. Inclusive, o tanino ajuda a conservar o vinho por mais tempo. Ele, sem dúvida, é fundamental para a longevidade dos vinhos, em especial os tintos. Por isso, muitos que têm essa substância em abundância, como os vinhos com Cabernet Sauvignon e Nebbiolo, são os que podem envelhecer por mais tempo.

Os vinhos fortificados, licorosos e muito ácidos, também podem envelhecer durante anos e décadas, porque a sua alta concentração de açúcar, álcool e acidez ajudam a conservar a bebida. Já os leves, frutados e mais simples, devem ser bebidos em sua plena juventude, pois não resistem muito tempo. “Vinhos comuns são feitos para consumo imediato. Dois anos, três, no máximo. Um branco simples ainda menos. Nunca compre um vinho branco muito barato com mais de dois anos. O risco de estar estragado é enorme”, avisa Edson Barbosa, sommelier e Diretor de Produtos do Sonoma.

No geral, pode-se dizer que, para vinhos tintos, uma média de vida entre cinco e oito anos; brancos, entre dois e três anos, isto é, se tratando de vinhos simples. Já bons vinhos tintos, entre dez e 15 anos; brancos, entre quatro e seis. Grandes vinhos, de safras excepcionais, podem durar de dez até 50 anos, enquanto os brancos – apesar de serem raros – entre 20 e 30 anos. No entanto, os vinhos do Porto, Madeira, Jerez podem durar uma vida inteira.

Contudo, você deve estar se perguntando: “mas como vou saber se chegou ou não a hora de abrir a garrafa”? Infelizmente, meu amigo, você não saberá nunca o momento certo sem que abra o vinho. “Na verdade, é muito difícil saber quando uma garrafa está pronta sem abri-la. A partir de uma garrafa aberta, os especialistas fazem estimativas de quando um vinho estará bom e até quando irá durar, mas muitos fatores interferem no amadurecimento. O principal é a forma de armazenamento”, explica.

Para os mais curiosos, vale a pena conferir o site Cellar Tracker, que tem mais de 25 milhões de avaliações de vinhos, onde pessoas comuns avaliam os rótulos e opinam se o vinho é bom para beber de imediato ou se deve esperar mais tempo. No entanto, as avaliações são em inglês, mas também pode-se encontrar em português e espanhol.

Adeus, companheiro…

Quando um vinho morre, ele perde cor e os toques frutados tornando-se menos encorpado e ácido. Os vinhos tintos ficam mais claros, os brancos têm tendência de adquirir um tom mais escuro. O fato é que vinho de qualidade pode envelhecer muito e se tornar ainda melhor. Os vinhos brancos tendem a viver menos, uma vez que perdem com mais facilidade sua acidez e se tornam “chatos”. “É importante ressaltar que, a maior parte dos vinhos, são para consumo imediato. Poucos são para guarda”, afirma.

Armazenamento X Vinho

Sem dúvida alguma, o armazenamento inadequado pode ajudar a acelerar a “morte” do seu vinho, por mais que ele possa evoluir com o passar do tempo. Se você não tem uma adega para garantir a sobrevivência do mesmo, mantenha suas garrafas em um local onde a temperatura é estável, preferencialmente, mais fresco, entre 12ºC.

É importante também mantê-los longes da luz excessiva, uma vez que ela pode estragar o vinho, por isso, escolha um local mais escuro. Deixe os seus rótulos bem longe de produtos de limpeza, já que os mesmos podem prejudicar o sabor e aroma dos vinhos.

A umidade também exerce influência. O local não pode ter umidade em demasia, pois ela pode apodrecer as rolhas. Já a falta de umidade pode ressecá-las. Opte por um lugar que não seja nem úmido demais, nem de menos – entre 75 e 80% de umidade. A circulação de ar é outro ponto importante: deve ter algum tipo de ventilação e entrada de ar. Já locais com muita vibração não são recomendados, sendo assim, não os deixe embaixo de uma escada, por exemplo.

Por fim, as garrafas devem ficar inclinadas para que a rolha permaneça em contato com o vinho, evitando o ressecamento. De outra forma, aumentará o contato da bebida com o ar e poderá acelerar o seu amadurecimento e oxidação – quando já entrou ar em abundância e estragou a bebida -, o famoso “se tornou vinagre”.

E você, tem algum bom exemplo de vinho de guarda que, precisou de paciência, mas valeu a pena após abrir?

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