Sotaque francês, sangue brasileiro

Sotaque francês, sangue brasileiro

Faz nove anos que eu comecei a descobrir os vinhos de pequenos produtores. Bastou conhecer o primeiro para eu me encantar e me transformar numa garimpeira dessas pequenas preciosidades.

Em 2011, pesquisando pela internet, descobri duas mil garrafas de um vinho com nome francês produzido no Brasil: o Éléphant Rouge. Mais um pouco de pesquisa e eu descobri que o sotaque francês não era sem razão: Jean Claude Cara, um franco-brasileiro, era o responsável por esta pequena joia. O vinho recebeu o mesmo nome do restaurante que ele teve em Ourinhos, interior de São Paulo, onde preparava pessoalmente os pratos clássicos da culinária francesa e onde o vinho era vendido.

Os 370 km de distância de São Paulo me fizeram optar por um primeiro contato pela internet para conhecer o vinho, e foi quando o Jean me contou, orgulhoso, toda a história do nascimento do Éléphant Rouge. Tudo começou com o sonho de produzir o próprio vinho, com inspiração francesa, caráter natural e gastronômico, e que ele pudesse oferecer tanto para harmonizar com os pratos do restaurante como para acompanhar os longos papos com clientes e amigos.

Conhecendo o potencial vinícola do Brasil, partiu em busca do lugar ideal, onde pudesse produzir um vinho com a qualidade e o estilo que ele tinha idealizado. Mas isso não foi tarefa fácil, e levou dois anos, muitas pesquisas e várias viagens até encontrar no Vale dos Vinhedos a família Larentis que, com a mesma filosofia de produção, abraçou o projeto do Jean. Em 2008, nasceu o primeiro Éléphant Rouge, já esgotado. Em 2011 lançou a segunda safra. As duas juntas somam uma produção minúscula de apenas quatro mil garrafas, grande em qualidade e personalidade.

O futuro desse projeto? Produzir não muito mais, mas sempre melhor.

Hoje, Jean está morando em Beaune, a bela capital da Borgonha, mas vem com frequência ao Brasil para acompanhar todas as etapas da produção de seu vinho. Lá, na França, ele é parceiro de um dos mais tradicionais produtores da região, Bernard Hudelot, do Château de Villars Fontaine, com quem tem aprendido muito para fazer aqui, no Brasil, vinhos cada vez melhores.

Já provou um brasileiro de peso como esse? Está esperando o quê?

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