Alentejo: onde as tágides tomam vinho

Alentejo: onde as tágides tomam vinho

A maior região portuguesa, e segunda maior região de vinhos do país, tem um nome que já diz bastante sobre ela.

Alentejo, literalmente formado pelas palavras “além Tejo”, é o lugar que fica ao sul das margens de um dos principais rios do país: o Tejo, que banha Lisboa e desemboca no Atlântico, que foi personagem de tantos poemas e lar das famosas tágides (ninfas idealizadas por Camões, para quem pediu inspiração para escrever “Os Lusíadas”).

As terras que ficam abaixo desse rio tão importante são um dos mais tradicionais berços do vinho.

O Alentejo atual compreende os distritos de Portalegre, Évora, Beja e partes do distrito de Setúbal e Santarém. Mas tradicionalmente, o Alentejo é dividido por duas províncias, o Alto e o Baixo Alentejo. O Alto Alentejo integra os distritos de Évora e de Portalegre inteiros. O Baixo Alentejo fica com a área do distrito de Setúbal e todo o distrito de Beja.

O que faz da região do Alentejo uma das principais regiões vitivinícolas é a tradição. Os vinhos portugueses são resultado de diversas civilizações que o instauraram no país, entre eles os fenícios, os cartagineses e os gregos. Mas, no Alentejo, foram os romanos que trouxeram a cultura do vinho, durante a época da fundação de Beja (cerca de 31 a.C.).

O Alentejo possui cerca de 22.000 hectares de vinhas, o que corresponde a cerca de 10% do total da área vinícola do país. É uma região quente e seca, responsável por uvas maduras e bem características. O processo de produção do vinho remonta à herança romana, com a fermentação em talhas de barro. A partir dos anos 80, o setor ganhou investimentos e modernização, fazendo com que os vinhos da região ficassem conhecidos internacionalmente.

Os vinhos tintos do Alentejo são encorpados, ricos em taninos e com aromas característicos de frutas silvestres. As principais castas são a Trincadeira, a Aragonez, a Castelão e a Alicante Bouschet. Já os vinhos brancos são bem suaves e trazem aromas mais voltados a frutos tropicais. As castas mais comuns são a Roupeiro, a Antão Vaz e a Arinto.

Mas não basta apenas saber sobre essa região tradicional do povo que trouxe tanto da sua cultura para a história do nosso país. A melhor forma de reverenciar o lar de Camões, Pessoa e Eça de Queirós é provando os vinhos de Portugal, e brindando às tágides e à tradição romana. Saúde!

Por Sonoma Brasil

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