BAROLO DOCG: identidade na diversidade

BAROLO DOCG: identidade na diversidade

Barolo está entre os mais notáveis vinhos do mundo. Para muitos, o grande vinho italiano por definição.

Localizada nas colinas do Langhe, na região do Piemonte, esta Denominazione di Origine Controllata e Garantita – Barolo DOCG – se divide em onze “comunas” ou sub-regiões, que compartilham entre si belíssimas colinas e a autóctone casta Nebbiolo, embora também apresentem particularidades muito significativas, o que as tornam ainda mais especiais.

Ao lado da Borgonha, Barolo é um dos poucos vinhos do mundo que pode levar adiante uma discussão profunda sobre terroir. Seus vinhos das comunas de Serralunga d’Alba e Monforte d’Alba, de solos mais antigos, por exemplo, são muito diferentes em caráter que os de Verduno ou La Morra. E isto considerando apenas os solos, sem levar em conta o clima e o savoir faire de cada produtor.

Segundo a última atualização do Consorzio di Tutela, as áreas de produção estão divididas em 11 comunas. As 5 mais importantes são: Barolo, La Morra, Monforte, Serralunga d’Alba e Castiglione Falletto. Completam a lista, Novello, Grinzane Cavour, Verduno, Diano d’Alba, Cherasco, Roddi.

Fonte: Consorzio di Tutela Barolo, Barbaresco, Alba, Langhe, Dogliani

https://www.langhevini.it/en/the-appellations-protected-by-the-consortium/barolo-docg/

Barolo e La Morra

Em Barolo e La Morra, por exemplo, o solo contém uma alta concentração de marga rica em calcário, proporcionando aos tintos de Barolo complexidade e ampla textura, enquanto os de La Morra são considerados os mais delicados e perfumados.

Entre os produtores dessas comunas destacam-se Bartolo Mascarello, Icardi, Brezza  e G.D. Vajra, de estilo tradicional, com vinhas nos estratégicos Crus de  Bricco delle Viole, Fossati, La Volta e Coste di Vergne, em Barolo. E Ceretto, Mauro Molino, Roberto Voerzio, em La Morra. 

Serralunga d’Alba

Em Serralunga d’Alba, Monforte e Castiglione-Falleto os vinhedos são plantados em solos mais soltos e menos férteis, que incluem arenito e calcário. Dessa combinação resultam vinhos de coloração tijolo, que são mais intensos, com estrutura mais pronunciada e que necessitam de mais tempo de envelhecimento.

Em tese, Serralunga d’Alba é bastante estruturado, tem vida longa e é o mais tânico entre essas cinco comunas. Monforte d’Alba oferece rica complexidade, concentração e intensidade. Enquanto Castiglione-Falleto é conhecida por sua natureza aromática, encorpada e com bom equilíbrio. 

Nessas comunas distinguem-se legendas como Gaja, Massolino e Pio Cesare, além de produtores ganhando renome internacional nos últimos anos, como La Biòca e Tenuta Cucco, todos em Serralunga d’Alba, a região mais badalada. 

Monforte d’Alba e Castiglione-Falleto

Em Monforte d’Alba, brilham Aldo Conterno, Elio Grasso e Attilio Ghisolfi, com sua minúscula e excepcional produção no Cru de Bussia. Já em Castiglione-Falleto podemos destacar Vietti, Cavallotto e Paolo Scavino.

Apesar das diferenças entre os vinhos desses terroirs da Barolo DOCG, todos eles mantêm as qualidades essenciais que definem o estilo clássico do Barolo: o famoso aroma de “alcatrão e rosas”, uma cor rubi brilhante, que evolui para tijolo e granada  com o tempo, taninos firmes, acidez e teor alcoólico elevados.

Destaques do portfólio da Sonoma:

Attilio Ghisolfi é uma pequena propriedade com aproximadamente 7 hectares (17 acres) de vinhas, incluindo uma parcela em dois dos mais prestigiados crus de Barolo – a Bussia e Bricco Visette. Geralmente as vinhas são plantadas em solos de marga e calcário com uma variedade de aspectos e exposições diferentes. As vinhas são cultivadas com fertilizantes orgânicos e os tratamentos químicos são reduzidos ao mínimo. Seu Barolo clássico é de Bricco Visette na àrea da Cru Bussia, em Monforte d’Alba. Já o Barolo Riserva é o ápice da coleção de Attilio Ghisolfi e, como tal, só é produzido em anos excelentes.

Collina San Ponzio homenageia a aldeia que leva seu nome, da qual nos montes mais altos, no Vergne, se vê a bela comuna de La Morra, lar anterior de suas vinhas. Fundada originalmente em 1878, as gerações futuras iniciaram uma profunda renovação de toda estrutura da vinícola em 1986. E somente em 1999, com tudo pronto, foi reinaugurada por Pietro Balocco. Com vinhas de até 50 anos de idade, Nebbiolo é sua especialidade e, consequentemente, Barolos e Barbarescos são as joias da casa.

G.D. Vajra tem aumentado gradualmente a área de vinhas, que hoje abrange 60 hectares, dos quais 10 são Nebbiolo para Barolo, localizados em vinhedos Crus como Bricco delle Viole, Fossati, La Volta e Coste di Vergne. O icônico Barolo Albe DOCG é uma homenagem aos viticultores pioneiros, que nas décadas de 1950 e 1960 perceberam o verdadeiro potencial da região. Albe significa “nascer do sol”, que nasce “três vezes” em cada um de seus vinhedos Crus, que com características distintas, produzem um Barolo complexo e rico, que evoluiu elegantemente na taça.

La Biòca é uma pequena propriedade em Fontanafredda, em Serralunga d’Alba, com apenas 9 hectares de vinhas plantadas entre 1961 e 2017. Seus vinhedos estão distribuídos em Monforte d’Alba, Novello, La Morra, Barbaresco e Roddino. Seu Barolo “Aculei” 2016 foi o vencedor do Decanter World Wine Awards 2020, Top 50 Vinhos do Ano 2020, com 97 Pontos Decanter.

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