Os grandes vinhos italianos

Os grandes vinhos italianos

Por serem nomes de peso, obviamente esses vinhos têm certo valor no mercado. Na verdade, têm três dígitos em 99% dos casos. Na maioria dos casos, para cima dos R$200. E ninguém quer investir em algo que não vai gostar, né?

Calma, não fique perdido. Afinal, estamos aqui para isso! Você só precisa pensar na ocasião, no prato que o vinho vai acompanhar ou na pessoa que irá presentear. Se é para você mesmo, mais fácil ainda, pense no que gosta. O resto, a gente dá uma ajudinha!

Barolo (Piemonte)

Dos famosinhos da Itália, talvez o Barolo seja o mais conhecido entre os bebedores (e não bebedores) de vinho. Seja você leigo, iniciante, intermediário ou “expert”, já deve ter ouvido falar em Barolo tanto quanto em Malbec. Ele vem do Langue, no Piemonte, e é feito 100% com a uva Nebbiolo. Bastante concentrado, é o típico vinho austero e encorpado, com taninos que secam a boca. Dependendo da idade, ganha aquele toque (bem leve) de doçura que agrada a quase todo mundo. Pense na nobreza – o Barolo seria um cavaleiro mais experiente do rei, o mais forte, mas também o mais elegante.

Quando? Jantar de comemoração em família, reuniões de negócios, presentes de agradecimento.

Para quem? Bebedores que gostam de ter um vinho à mesa ou guardado na adega por anos (seja para beber ou para mostrar que tem), pessoas sérias e aqueles que preferem os vinhos potentes, mas macios e frutados.

Com o quê? Comidas fortes, ricas em aromas e temperos. Carnes (principalmente de caça), cogumelos e trufas, molho vermelho, batatas e raízes assadas, queijos como parmesão.

Barbaresco (Piemonte)

O outro grande nobre piemontês também vem do Langue e também leva Nebbiolo. Se o Barolo é um cavaleiro, Barbaresco é o príncipe. Principalmente por ter menos idade, por passar menos tempo em carvalho antes de chegar à garrafa. Isso porque tem menos taninos, o que é uma boa para quem não gosta daquela sensação que amarra a boca. Mesmo assim, o Barbaresco é um vinho de guarda e, enquanto se preparava, sua cor foi ficando mais vermelha, mais alaranjada, como um tijolo. Suas frutas ficaram mais secas e maduras, como em passas (mas sem doçura!).

Quando? Encontros entre amigos que costumam beber vinho, jantares a dois, tardes em casa, sozinho ou acompanhando, com filme ou futebol.

Para quem? Pessoas que não gostam de taninos que amarram a boca, aqueles que preferem frutas mais secas e pouca (ou nenhuma) doçura, bebedores acostumados a destilados e bebidas amadeiradas como o uísque.

Com o quê? Carnes de panela ou mais gordurosas (como picadinho, bife à role, cupim e rabada), linguiças, risotos e massas com molho branco, de queijos ou funghi.

Valpolicella (Vêneto)

Valpolicella é uma região enorme, com várias pequenas denominações produtoras de vinhos. A única semelhança são as três uvas que compõem todos eles: Corvina, Molinara e Rondinella. Cada uma tem uma qualidade única, mas, juntas, se combinam perfeitamente. Pense em frescor, em frutas vermelhas (todas elas!) e em muitas especiarias (das mais simples às mais apimentadas), tudo isso em uma estrutura muito bem feita para durar anos na guarda ou um par de dias a mais após aberto. Gosta de vinhos leves ou de médio corpo, mas quer sentir sabores complexos? Eis o lugar!

Quando? Almoços e jantares em família, reuniões com os amigos, eventos mais descontraídos, verão e dias quentes.

Para quem? Pessoas que preferem vinhos leves, frutados, frescos e não encorpados. Não é para iniciantes.

Com o quê? Arroz, feijão, carnes de panela, frituras, comidas com temperos leves, massas simples, porco.

Amarone della Valpolicella (Vêneto)

Um dos tipos de vinho cujo produtor mais interfere na produção. Acontece que ele é feito com uvas “appassitadas”, o que significa que passaram um pouco do ponto (não são passas, não são secas, só um pouquinho mais murchas). Isso faz com que concentrem mais o sabor, os aromas, o açúcar residual, tudo! Claro que, com tanto trabalho e uvas que rendem menos, o preço é mais alto também.

Leva as mesmas uvas do Valpolicella, e muitos acreditam ser a melhor forma de conhecer os verdadeiros e mais profundos sabores delas: a Corvina, cheia de cerejas; a Molinara, com muito frescor e especiarias como cravo-da-índia; e a Rondinella, com taninos, pimentas e frutas em compota.

Quando? Jantares românticos, reuniões de negócios, papo sério com os amigos.

Para quem? Pessoas que gostam de um toque de doçura, vinhos potentes, que enchem a boca e marcam presença. Quer mostrar para os pais que conhece os bons vinhos? Eis a escolha.

Com o quê? Pratos apimentados (como da cozinha baiana, indiana e mexicana), milanesas e parmegianas, vitela, risotos com base de carne, queijos azuis.

Valpolicella Ripasso (Vêneto)

O terceiro dos grandes vinhos de Valpolicella é feito com uma mistura dos dois acima. Ele utiliza as cascas das uvas “appassitadas” do Amarone e um pouco do próprio vinho Valpolicella tradicional. O resultado é uma bebida escura, densa e cheia de texturas, como o Amarone, mas muito fresco, vibrante e aromático, como o Valpolicella. Um Valpolicella mais top, um Amarone mais em conta.

Quando? Jantares românticos, encontros de família ou com os amigos, reuniões de equipe, “networking”.

Para quem? Pessoas que gostam de vinhos encorpados, mas frescos e frutados, fáceis de beber. Bom para iniciantes e intermediários, ótimo para harmonizações.

Com o quê? Guisados e cozidos, carnes fibrosas como fígado e coração, churrasco, queijos curados.

Franciacorta (Lombardia)

Pensou em espumante italiano, pensou em Prosecco e Lambrusco? Não, não! Franciacorta é quem leva o apelido merecido de “Champagne” da Itália. Assim como o espumtante, o Franciacorta é feito pelo método tradicional, com a segunda fermentação em garrafa. Também nos moldes do francês, Franciacorta é tão top que é o único vinho italiano que não precisa estampar a denominação de origem no rótulo. Como era de se esperar, sentem-se os sabores tostados da levedura (como os de um pão assando no forno) e frutas bem delicadas, madurinhas.

Quando? Comemorações, celebrações, festas e casamentos, coquetéis, recepções, abertura da noite com os amigos.

Para quem? Quem não gosta de espumante? Franciacorta é para agradar a todo mundo!

Com o quê? Não precisa de nada, só de boas companhias. Mas também vai bem com petiscos, feijoada, aves, frutos do mar e frituras.

Sagrantino di Montefalco (Umbria)

Apesar de pouquíssimo conhecido fora da Itália, o vinho produzido com a uva Sagrantino na comuna de Montefalco também divide este patamar dos elevados. São vinhos escuros e encorpados. Seus aromas são de passas, ameixas, alcatrão e pinho; seus sabores de framboesas, cerejas e amoras. É um dos vinhos mais tânicos e potentes da Itália. Mais uma curiosidade legal: a Sagrantino é uma das uvas que contêm mais polifenóis, substância fortalece o coração, evitam inflamações e diminuem os níveis de açúcar no sangue.

Quando? Viagens românticas, noites frias, perfeito para esquentar o inverno e para aquele restaurante rústico e escurinho.

Para quem? Amantes dos vinhos encorpados, principalmente os que gostam de sentir frutas vermelhas. Acima de tudo, para pessoas que gostam de descobrir coisas novas e diferentes, ainda desconhecidas pela maioria.

Com o quê? Guisados, trutas, fondue (de queijo ou chocolate!), massas com os molhos mais fortes e exóticos.

Brunello di Montalcino (Toscana)

Sangiovese é a uva mais típica da Itália, e o Brunello é sua melhor expressão. A palavra, em italiano, remete à escuridão, e isso já mostra como é o vinho à taça: um rubi escuro, denso, licoroso. É hoje um dos vinhos mais apreciados não só na Itália, mas no mundo! São complexos, seus aromas são intensos, suas frutas já trocaram a casca vermelha pela roxa, seu sabor é quente, robusto e persistente. Ah, talvez você também já tenha ouvido falar em Rosso di Montalcino – nada mais é do que a forma mais jovem, mais simples e mais em conta do Brunello (“rosso” é “vermelho” em italiano, uma etapa antes de tornar-se “escuro”).

Quando? Reuniões importantes, um bate-papo com quem entende de vinhos, um brinde especial.

Para quem? Amantes dos vinhos frutados, principalmente os mais maduros, pessoas que gostam de degustar o vinho e têm paciência para beber de golinho em golinho, refletindo um pouco. É também uma boa na hora de impressionar alguém (o pai da noiva? Pode ser!).

Com o quê? Carnes vermelhas, suculentas, de preferência mal passadas. Queijos como o pecorino são perfeitos, e pratos trufados também.

Vin Santo (Toscana)

Se alguém perguntar qual é o principal vinho de sobremesa da Itália, a resposta é o Vin Santo. Na terra em que a Sangiovese manda, as uvas brancas não ficam de fora – A Trebbiano e a Malvasia encontram no concentrado Vin Santo seu ponto forte. Ele é feito das uvas mais frescas das videiras, que são secas até que sobre só seu açúcar natural. Elegantemente doce, rivaliza sem dificuldades os francesas Sauternes e os húngaros Tokajis, os melhores vinhos de sobremesa do mundo. Também possuem um grande potencial de guarda, para mais de 10 anos!

Ah, só uma curiosidade, sabe de onde veio o nome? Antigamente, os padres escolhiam os vinhos mais doces para suas missas… Não demorou para o vinho se tornar “santo”!

Quando? Almoços e jantares especiais, chá da tarde, um momento doce com os amigos, os pais, ao avós.

Para quem? Para quem gosta de doce, simples assim.

Com o quê? Sobremesas, doces à base de castanhas, manjares, frutas secas, bolos que não sejam de chocolate, biscoitos italianos (o cantucci é o par ideal do Vin Santo).

Supertoscanos (Toscana)

Os supertoscanos não pertencem a uma denominação única, como é o caso de todos os outros que falamos. São vinhos, digamos, “rebeldes”. Eles não se enquadram às regras das várias DOCs, mas são tão bem feitos e de tamanha qualidade que não podem ser esquecidos. São vinhos que seguem o estilo de Bordeaux, ou seja, possuem uma elegância sem igual e, aos poucos, abrem seus sabores (todos eles complexos): couro, cedro, especiarias, cacau, petróleo e frutas silvestres bem sutis. Também seguindo o estilo bordalês, são cortes de duas ou mais uvas, incluindo as mais clássicas francesas: Cabernet Sauvignon e Merlot. É da região de Bolgheri que saem os supertoscanos mais famosos. Já ouviu falar no Sassicaia, um dos melhores vinhos do mundo? É um deles.

Quando? Os momentos mais importantes e especiais da sua vida.

Para quem? Pessoas que significam muito para você, que entendem muito de vinho ou um presente para você mesmo!

Com o quê? Antepastos e embutidos, pratos vegetarianos, polentas, pizzas e lasanhas, calabresa e embutidos (apimentados ou não), carnes bovinas e suínas na grelha ou na brasa.

Ufa, estão aí 10 vinhos da elite italiana. Já descobriu qual é o seu ideal? Se ainda não, comece a experimentar!

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