Os vinhos do frio

Os Vinhos Do Frio

Ah, o inverno e todo o seu charme… E não somos só nós que gostamos disso, sabia?

As uvas se beneficiam dos dias mais frios e com pouca iluminação solar, gerando vinhos, digamos, um tanto quanto especiais.

Isso porque produzem menos açúcares (o que significa vinhos menos alcoólicos) e com maior acidez.

Valais, Suíça

Achou que lá não tinha vinho? Você não é o único… Apenas 1% do vinho suíço sai do país, por isso é tão difícil encontrá-los.

Seus habitantes consomem, em média, 40 litros da bebida por ano. Até que para um país que nem sabíamos que tinha vinho, o consumo por lá surpreende.

Dentre as principais regiões vitícolas do país, está Valais, no vale do rio Ródano. Os tintos lideram a produção com mais de 50%, sendo Pinot Noir a uva mais utilizada.

Mas também existe um tipo de vinho branco que chama a atenção com certo açúcar residual e uma boa estrutura para guarda, produzido na aldeia de Vétroz principalmente com as uvas Petite Arvine e Humagne Blanche.

Áustria

A Áustria é produtora principalmente de vinhos brancos secos de leves a encorpados. A casta autóctone Grüner Veltliner representa 36% dos 51 mil hectares de vinhedos do país e dá origem a vinhos com aroma característico de pimenta branca, lentilhas e outras notas vegetais.

A flexibilidade dessa uva – que produz de secos a vinhos de sobremesa – é a sua maior força. São, em geral, vinhos frescos, claros, leves e frutados.

A maior parte dos vinhedos austríacos encontra-se no Leste e no Sudeste do país. No século 10, monges medievais replantaram os vinhedos perdidos nos velhos tempos dando origem a situação atual do país.

Os melhores vinhos vêm das regiões de Wachau, Weinviertel, Kamptal, Thermen e no entorno de Bad Vöslau.

Patagônia, Argentina

Conhece muitos vinhos argentinos, né? E da Patagônia, conhece algum? Por incrível que pareça, essa região de invernos rigorosos tem solo ideal para a viticultura.

Ela produz ótimos Pinot Noirs, graças ao clima frio, e destaca a Sauvignon Blanc na produção dos brancos.

Dentre as outras regiões gélidas do mundo, os vinhos da Patagônia são os mais fáceis de encontrar por aqui.

Procure pelas principais vinícolas: Tierras del Vento, NQN Malma, Viñedos Infinitus, Humberto Canale (a vinícola mais antiga da Patagônia) e Bodega Fin del Mundo.

Ontário, Canadá

Na década de 1970, quando se descartaram os temores e preconceitos sobre quais uvas poderiam vingar no Canadá, ele foi descoberto no mundo dos vinhos. Atualmente, 80% dos vinhedos encontram-se em Ontário, na Península do Niágara.

Ah, é lá que está um dos melhores vinhos de gelo do mundo!

Mas o que seria o vinho de gelo?

É um vinho doce, que se obtém de uvas colhidas e prensadas enquanto estão congeladas, o que provoca grande concentração de açúcar no mosto.

Graças ao rigor do inverno e das normas legais, esses vinhos são de grande qualidade, frutados, complexos e com perfeito equilíbrio entre doçura e acidez. Tem como não querer provar?

Transilvânia, Romênia

São muitas as regiões vitivinícolas da Romênia! De leste a oeste, de norte a sul, pelo menos um pedacinho de terra será dedicado ao cultivo da uvas e produção de vinhos.

Mas vamos falar da Transilvânia, para que você saiba que ela não é só cenário para os filmes dirigidos por Tim Burton…

É também de vinhedos!

Aqui são produzidos brancos secos de boa qualidade, e os melhores são obtidos das uvas Fateasca Alba e Riesling e, mais raramente e mais impressionantes, Pinot Gris e Gewürztraminer.

Bulgária

Como disse um dos nossos jornalistas, “já tem nome de lugar frio, gente!”. Pois é! E é frio mesmo, especialmente na região leste, especializada em vinhos brancos (como de costume nas temperaturas baixas do mundo).

De todos os países da Europa Central e do Leste Europeu, a Bulgária foi o que mais se adequou a uma reprogramação de sua indústria nos vinhos para ganhar mercado ocidental.

No final de 1970, 85% da produção destinava-se à exportação, e é por isso que não é difícil ver um vinho búlgaro por aí.

Atualmente, aliás, o vinho é uma das principais preocupações do país inteiro! E nós, aqui, mal sabendo que por lá se produz vinho…

Tokaji, Hungria

Tokaji está muito acima das outras regiões vitivinícolas da Europa Central e do Leste Europeu, como produtora de vinho indiscutivelmente luxuoso e lendário.

É essa região que dá origem ao vinho de mesmo nome, caracterizado pela produção de uvas Furmint afetadas pelo fungo botrytis cinerea, também conhecido como “podridão nobre”.

Como esse fungo se instala na casta? Devido ao clima frio do país!

Pela manhã, uma névoa encobre as uvas impedindo totalmente a passagem do sol. Logo, a umidade se instala favorecendo a botrytis e dando origem a uma uva propositalmente seca que produzirá um maravilhoso e tradicional vinho doce.

Vêneto, Itália

“Dio Santo”, a terra do vinho abriga Vêneto, no interior de Veneza. Todos os vinhos importantes de vinhedos do Vêneto são cultivados no sopé vacilante dos Alpes.

Dentre eles, destaca-se Verona, terra de Romeu e Julieta, a capital do vinho, com uma maior produção de vinhos DOC, de vinhedos de Soave, Valpolicella e Bardolino, que qualquer outra região italiana.

Ocorre, em Verona, todo mês de abril, a Vinitaly, maior feira do vinho do país.

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