Priorato, um convento dirigido por um prior

Priorato, um convento dirigido por um prior

Pode-se dizer que na Espanha atual, presente, história e tradição convivem muito bem – características essas que não deixam a minúscula e isolada Priorato de fora.

Praticamente desconhecida até a década de 90, trazer o nome da região estampado num rótulo tem causado certo burburinho e excitação entre os enófilos. Nada disso é à toa! Vinicultora de nascença, a localidade que hoje pertence ao território espanhol já possuía parreiras séculos antes de os romanos chegarem em busca de chumbo e prata.

Com tantos anos de história, é de se supor que Priorato nem sempre fora seu nome. A palavra espanhola, que significa “um convento dirigido por um prior” passou a ser designada à região na Idade Média, depois de constatada a importância que os monges tinham naquele período.

Até os anos 1990, poucas eram as bodegas independentes. Pequenos produtores enfrentavam dificuldade para trabalhar a vinificação e acabavam por vender suas uvas para cooperativas locais, que as fermentavam em vinhos rústicos (nada elegantes, como os de hoje). Notado o potencial da região, enólogos, como Alvaro Palacios, passaram a investir em seus vinhos, fazendo dela o que é hoje.

Quanto custam?

Bem, nem é preciso dizer que os vinhos do Priorato costumam ser mais caros que habituais espanhóis, não é mesmo? E os altos preços não se devem somente ao fato de a região ter se tornado balada nos últimos vinte anos, não. Claro que isso faz com quem a bebida chame a atenção da crítica especializada, o que, caso seja bem avaliada, a torna um pouquinho mais valiosa.

Pequena extensão de terras, vinhedos em terraços inclinados que impedem a mecanização da colheita e exigem trabalho artesanal do pequeno produtor; dificuldades no cultivo, devido a alta amplitude térmica; baixo rendimento, em decorrência da idade das vinhas; produção limitadíssima; e boas avaliações pela crítica. Precisa de mais?

Influência do terroir

Dias extremamente quentes e noites por demasiado frias, além do solo empobrecido, cheio de argila licorella, definem o caráter dos vinhos que saem de lá. Outro fator marcante é a idade das parreiras. Completamente retorcidas, marcas que foram acumuladas com os anos, elas rendem muito pouco se comparadas às mais novas.

Com bom corpo, lembram muitas vezes os Vinhos do Porto, mesmo não sendo fortificados. Além disso, possuem alto teor alcoólico e sabores que se aproximam das amoras maduras, chocolate e alcaçuz.

As uvas do Priorato

Este microcosmo proporciona as condições ideais para o cultivo de duas uvas nativas conhecidas pela potência: Cariñena e Garnacha, formando um de seus cortes mais tradicionais. Enquanto que a primeira entra no corte com intensidade, profundidade e caráter frutado, a segunda contribui para o aumento do corpo e da densidade.

A Cabernet Sauvignon é outra importante cepa para os cortes de Priorato, pois proporciona estrutura para os seus vinhos. Uvas menores, mas que se fazem presentes na região são Syrah, Merlot e Tempranillo.

Os melhores vinhos você encontra na Sonoma.

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