Tradição e modernidade na indústria de vinhos

Tradição e modernidade na indústria de vinhos

Tradição e modernidade na indústria de vinhos

Os vinhos portugueses não são somente os clássicos. Conheça as novidades da vitivinicultura portuguesa.

Os vinhos portugueses não são somente os clássicos. Boas novas à “terrinha”!

O país da primeira Denominação de Origem do mundo também tem modernidades e inovações na produção de vinho.

Falar de vinhos portugueses é lembrar clássicos, como o vinho do Porto, o Madeira e os vinhos verdes. Mas os rótulos da ‘terrinha’ não se resumem a isso, e desde a chegada da nova geração de produtores, Portugal tem conquistado maior destaque e diversos prêmios no cenário mundial. As uvas nativas dão características únicas e autênticas aos vinhos portugueses, sem deixar muito espaço para as variedades estrangeiras. A geografia nacional e todos os rios que cortam o território moldam também as regiões vinícolas: Douro, Alentejo e Minho, delimitadas e/ou influenciadas pelos rios que dividem o país de norte a sul.

O rio Douro e o Minho, na porção norte de Portugal, nascem na Espanha e atravessam todo o território português, influenciando o cultivo de vinhas, principalmente as que dão origem aos vinhos “clássicos” Verde – leve, refrescante e de baixo teor alcoólico, ideal para ser consumido jovem – e do Porto – fortificado, mundialmente conhecido e com diversas categorias, que classificam sua idade de amadurecimento.

O rio Tejo, “mais belo que o rio que corre pela minha aldeia” como já dizia Fernando Pessoa, atravessa Portugal em sua porção centro-sul e influencia os diversos vinhedos do Alentejo plantados em suas encostas, e Setúbal, próxima a foz do Tejo, é famosa por seu delicioso Moscatel de Setúbal, mas também a terra natal do clássico português Periquita.

A Ilha da Madeira, no Oceano Atlântico, é um território autônomo de Portugal, cuja produção de vinho remonta ao século XV, mesma época da descoberta da ilha pelos portugueses, em 1419. O Vinho Madeira, tinto fortificado produzido no arquipélago, tem fama na Europa desde a Idade Média, e seu status estendeu-se para as colônias – os norte-americanos brindaram a independência dos Estados Unidos com vinho madeira.

Na Bairrada, no noroeste de Portugal, a principal variedade cultivada é a baga, que dá origem a vinhos tintos muito tânicos e de excelente capacidade de envelhecimento, ótimos acompanhantes do leitão assado, especialidade da região. O Dão, vizinho à Bairrada, também tem vinhos tintos de grande potencial de guarda, e as vinícolas das duas regiões passam por modernização das técnicas, como redução no rendimento dos vinhedos, além de inovações na produção dos vinhos.

Por Sonoma Brasil

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