10 dicas para sobreviver em um restaurante francês

10 dicas para sobreviver em um restaurante francês

Se você pensa que fazer biquinho é o maior obstáculo que te separa dos franceses, está muito enganado. Há muito mais diferenças – e até certas esquisitices – em um restaurante francês do que imaginamos.

Água de garrafa ou da torneira? É aconselhável se arriscar na carne mal passada? Por que raios tem queijo no cardápio de sobremesa? Saiba tudo o que você precisa para aproveitar o máximo da terra natal da gastronomia.

1. “Restaurant”, “cafe”, “bistrô”, brasserie”…

Na busca por um restaurante em Paris ou qualquer outra cidade francesa, encontrar talvez seja a coisa mais difícil. Não pela falta de estabelecimentos pelas ruas (tem um monte!), mas porque eles perdem em número para as outras categorias.

“Cafes” são, sem dúvidas, a maioria – podem se tratar de um café, mas na maioria das vezes são o equivalente aos nossos barzinhos; As “brasseries” são versões mais descontraídas (e menos elegantes) de restaurantes, com pratos mais simples, bebidas variadas, doces e cafés; Já os “bistros” são aqueles pequenos e aconchegantes restaurantes de toalha quadriculada que aparecem nos filmes. Baratos e despretensiosos, são os melhores lugares para conhecer os pratos tradicionais da França.

2. Fale francês

Você pode saber inglês, espanhol, russo ou croata, mas nada disso vai te ajudar na França. Para lidar com um francês, só entendendo francês. Lembro-me de ter decorado a frase “não sei falar francês”, e mesmo assim os garçons concordavam com a cabeça e seguiam com sentenças complexas e biquinhos. Caso tenha sorte e encontre alguém que resolva falar em inglês, logo vai notar que não adianta muita coisa (o inglês deles é incrivelmente complicado de compreender).

Acredite em mim quando digo que não é difícil aprender o básico da língua francesa. Por termos a mesma origem latina, basta um pouco de vontade para se dar bem falando francês. Em último caso, um dicionário sempre vai bem!

3. O pão e a água de cada dia

Acho que uma das coisas que mais surpreendem os brasileiros na França é ter pão e água de cortesia. Isso mesmo, de graça! Nem é preciso pedir, logo ao sentar à mesa surgirá uma jarra de água e um cesto de pães em sua frente. A água é de torneira, e não há problemas bebê-la na Europa, pois é filtrada (claro que quem preferir pode pedir água mineral, de garrafa, e pagar o preço). Já os pães vêm da velha tradição francesa – quem nunca viu a figura de um francês com uma baguete debaixo do braço?.

4. “Menu du jour”

Se fosse para escolher apenas uma dica para se dar bem em um restaurante francês seria esta: escolha o “menu do dia”. Mais ou menos 99% dos restaurantes franceses oferecem em seu cardápio o menu do dia (“menu du jour”) ou o prato do dia (“plat du jour”). São opções muito mais baratas que o normal, e geralmente englobam os pratos mais típicos do estabelecimento. É uma boa maneira de conhecer restaurantes chiques e famosos sem pesar no bolso – por mais caro que seja o restaurante, esses menus custam em média entre 20 e 35 euros.

5. Tenha medo do mal passado

Se há um lugar que leva a sério o termo “mal passado” é a França. Sua carne ao ponto equivale à nossa mal passada, e é muito raro um prato ser servido assim por lá. Pedir algo mal passado é mais do que comum – trata-se da carne bem avermelhada, com o interior praticamente cru (não é à toa que há tantos pratos de carne crua na França, como o steak tartare).

O ponto favorito dos franceses é o que chamam de “bleu”. Em francês, significa “azul” e se refere a uma carne tão rosada que chega a ser violeta (às vezes com uma casquinha tostada por fora). Os mais fortes apostam na “saignant”, carne intensamente sangrenta.

6. Aposte nos pratos típicos

Os pratos mais típicos da França não são os mais caros. Pelo contrário, são simples e estão presentes em qualquer restaurante. Entre as principais entradas estão o croque monsieur (espécie de misto-quente gratinado), a torta quiche, escargots (são os caracóis, lembram muito lulas, só que vêm acompanhados de um molho de ervas), o foie gras (fígado de ganso), o steak tartare (cubos de carne crus, maturados, com uma textura similar à do quibe cru) e a sopa de cebola com queijo (com certeza a sopa mais encorpada do ocidente).

Para o prato principal, se destacam o boeuf bourguignon (um tipo de picadinho com carnes ao vinho em um cozimento extremamente lento e uma maciez incrível), o coq au vin (aves, principalmente galo, ao vinho), o pato confitado em ervas, os mariscos com batata frita (“moules et fries”, meus preferidos!), o entrecôte (corte similar ao contrafilé) e os peixes com crosta.

Para fechar com chave de ouro, as melhores opções são o crème brûlée (um creme de baunilha com a superfície caramelizada), a tarte tatin (torta invertida de maçã), a île flottante (merengue com amêndoas, creme anglaise e, às vezes, sorvete) e a incomparável mousse de chocolate.

7. Queijo é doce?

Para os franceses, queijo e sobremesa têm tudo a ver. Nada melhor para encerrar uma refeição do que algum dos mais de 400 tipos diferentes de queijos franceses. Aposte nos queijos da região em que estiver comendo – raramente eles estarão no cardápio, mas pode pedir sem medo, certamente os garçons abrirão um sorriso.

8. Vinho é sempre bem-vindo

Francês já nasce bebendo vinho. É quase impossível uma refeição francesa na ausência de uma taça (seja em casa, no restaurante ou em um piquenique). O melhor de tudo é que, com menos de cinco euros, é possível beber vinhos de altíssima qualidade (nada como não depender das ludibriantes taxas de importação).

O vinho da casa (“vin-maison”) é sempre a opção mais barata, mas não quer dizer que é ruim. Quer dizer que o vinho vem de regiões próximas (em um restaurante de Bordeaux, por exemplo, o vinho da casa será um belo Bordeaux). Em quase todo o país, uma opção leve e barata são os jovens e frutados Beaujolais, que agradam a qualquer um por apenas três euros (aqui, os bons custam a partir de R$ 60). Ah, e é bastante comum que os vinhos cheguem em jarras.

Não me lembro de ter visto muitas cervejas nos restaurantes franceses, muito menos opções de sucos. Os refrigerantes existem, mas não se ofenda se acharem estranho (o refrigerante de cola é a marca oficial dos turistas de primeira viagem).

9. “Mort pour la France”

Quando resta apenas uma unidade da porção no prato, ou só um gole do vinho na garrafa, dissemos no Brasil que quem “matar” não irá casar. Na França, ficar com a última parte é questão de sorte. A tradição, principalmente nas cidades menores e rurais, é que o direito da última bocada é dada ao primeiro que declamar “mort pour la France” (significa “morto pela França”, termo utilizado em homenagem aos heróis de guerra).

10. O mal falado serviço

Muitos adoram falar da arrogância francesa e do serviço ruim prestado nos restaurantes. É verdade que eles não gostam de gente que “enrola” à mesa ou acompanhantes que não consumam (tente juntar duas mesas e passará por um grande estresse), mas o serviço não é tão ruim assim.


Existem restaurantes e restaurantes, como em qualquer lugar do mundo, mas não é porque os garçons não param para conversar sobre a vida que seu serviço é ruim. Nos restaurantes franceses, por exemplo, você pode sempre confiar na opinião de um funcionário, e eles

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