20 palavras que ajudam a escolher seu vinho

20 palavras que ajudam a escolher seu vinho

Não sabe nem por onde começar a escolher seu vinho? Redondo, equilibrado, austero, estruturado…

Não sabe nem por onde começar a escolher seu vinho? Redondo, equilibrado, austero, estruturado… Esse montão de palavras parece difícil, não?

Se está começando a beber vinho, já deve ter percebido que este parece ser um mundo à parte, com direito a língua própria e tudo o mais. À primeira vista, parece difícil, e essas palavras acabam assustando os que não estão acostumados. Mas acredite, elas estão aí para facilitar a nossa vida.

Está diante de uma carta de vinhos ou de uma prateleira cheia de rótulos, países, uvas e outras opções e não sabe nem por onde começar? Pense em descrever o vinho que cai no seu paladar sem usá-las… É exatamente essa a importância delas!

Precisa saber de uma coisa: a melhor maneira é aprendendo a explicar o que gosta no vinho (e não vale ter medo de perguntar para o sommelier, afinal, ele está lá para te ajudar!). Para não ter erro, te damos o passo a passo – 20 palavras que vão te ajudar a escolher um vinho por tipos, estilos, aromas, sabores e peso!

Por onde começar?

Pelo começo, oras… O primeiro passo é saber que tipo de vinho você quer beber. E garantimos: eles vão muito além do branco e tinto que todos conhecem. Seco ou suave? Tranquilo, espumante, frisante ou de sobremesa?

Seco

Pode-se dizer que a maioria dos vinhos finos são secos. São eles os vinhos com pouco ou nenhum residual de açúcar em sua composição, o que significa que são feitos de uvas viníferas e a eles não é acrescido açúcar, licor ou álcool de expedição.

Exemplos: Cabernet Sauvignon, Carménère e Chardonnay

Suave

Apesar de o fato não ser uma regra, grande parte dos vinhos suaves é feito com uvas não-viníferas. Delas, é feito um suco (o famoso mosto) e depois são adicionados álcool e açucar. São vinhos mais docinhos, mas alguns radicais nem consideram que os “vinhos suaves” sejam propriamente vinhos.

Exemplos: Isabel, Bordô e Niágara (ou vinhos de uva vinífera que indicam “suave” no rótulo)

Vinho tranquilo

Ao contrário dos espumantes, vinhos tranquilos são os vinhos – sejam eles tintos, rosés ou brancos – que não apresentam borbulhas.

Exemplos: Todos os que não forem espumantes ou frisantes

Champagne ou espumante?

Espumantes são os vinhos que adquiriram borbulhas, o que significa que passam obrigatóriamente por uma segunda fermentação, sejam eles produzidos por método charmat (ou método de tanque) e tradicional (ou “champenoise”, feitos na própria garrafa). O importante é que contenham, em uma garrafa, mais de 12 atmosferas de pressão.

O que acontece é que muitas pessoas usam, de maneira equivocada, o termo Champagne, que é uma denominação de origem francesa. Na verdade, somente os espumantes produzidos na região de Champagne, na França, é que deveriam ser chamados dessa maneira.

Existem outras denominações populares para o tipo de vinho, como Prosecco e Cava, e apesar de todos serem espumantes, somente os produzidos em Champagne é que são Champagnes. Parece muito natural chamá-los assim, né? Mas está errado…

Exemplos: Champagne, Prosecco e Cava

Frisante

Por sua vez, os frisantes podem ser obtidos por meio dos mesmos métodos de vinificação dos espumantes ou simplesmente com a adição de gás carbônico. O mais importante é saber que eles possuem menos borbulhas do que os espumantes (são mais leves e fáceis de beber, sobretudo para iniciantes).

Exemplos: Lambrusco, Spergolino e outros

Vinho doce ou de sobremesa

Podem ser produzidos por diferentes métodos, como fortificação, podridão nobre e colheita tardia, mas todo o açúcar proveniente no vinho doce ou de sobremesa é natural da uva. E é exatamente isso que difere eles dos vinhos suaves!

Exemplos: Porto, Sauternes e Tokaji

Estilos

Seu vinho acompanha uma pizza de calabresa ou um carré de cordeiro? Vai beber o vinho para harmonizar com o prato ou só para acompanhar o papo na mesa? Surpreender ou se deixar levar?

Simples

Os vinhos simples possuem aromas facilmente identificáveis, tais como os sabores. Uma “giradinha” de taça, um gole e, pronto, é o vinho que fará o papo render e sem exigir muito da sua atenção, basta curtir o momento e a bebida enquanto aprecia o prato. São os chamados vinhos do dia a dia.

Exemplos: Bordeaux Supérieur, Carménère do Chile e tintos do Languedoc

Complexo

Já os complexos são justamente o contrário. Com um leque maior de aromas e sabores, os aromas vão se abrindo aos poucos entre uma aerada e outra na taça. Muitas vezes trazem notas de coisas que não são de fácil identificação, como couro ou toques animais. A gama de sabores também exige um paladar mais atento se quiser senti-la em sua maioria. Portanto, são vinhos para se tomar com pessoas que gostam de vinho e discutir sobre ele, numa ocasião que favorece o assunto e o tempo de apreciação.

Exemplos: Riesling da Alemanha, Barolo, tintos da Borgonha

Aromático

Intenso em aromas, chega a ser perfumado. Sua principal característica não é o corpo, nem os taninos, nem nada disso! É o perfume que exala assim que é servido e fica por ali, até o final da taça. Um jantar romântico pode ser uma boa ocasião para este estilo de vinho.

Exemplos: Gewürztaminer, Moscatel e Touriga Nacional

Gastronômico

O objetivo é pedir um vinho que faça o casamento perfeito com o prato? Estamos falando do gastronômico. Com boa acidez para harmonizar dos pratos mais gordurosos aos não tão pesados, os vinhos gastronômicos parecem ter sido feitos exatamente para isso: acomapanhar a sua refeição. Muitas vezes, se bebido sozinho, pode não agradar por conta da alta acidez que provoca salivação, mas colocado ao lado de um prato, ele se faz ideal.

Exemplos: tintos italianos, Beaujolais e Languedoc

Aromas e sabores

Há quem diga que não consegue sentir tudo isso que as pessoas mais experientes sentem nos vinhos. Seus aromas florais, frutados, herbáceos, ou até mesmo os sabores. Mas pode ter certeza que cada vinho tem sua particularidade e algumas regiões e uvas são mais favoráveis a características selvagens, outras, a minerais… E é possível sentir isso tudo na taça. Os aromas e sabores de um vinho dizem muito sobre suas preferências, então é melhor avaliar bem o que cada um diz a respeito.

Frutado

Como o próprio nome diz, os vinhos frutados são cheios de frutas! Vermelhas, amarelas, pretas, do bosque… Não importa de onde, nem a cor. Se quer um vinho com morangos, framboesas, amoras, cerejas, pêssegos, abacaxis, mirtilos (e por aí vai), então quer um vinho frutadinho, que pode te deixar salivando com a acidez das frutas vermelhas, te apaixonar com a doçura do abacaxi, ou trazer o agradável azedinho do maracujá.

Exemplos: Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay

Floral

Com o perfume de um jardim, os vinhos florais são caracterizados pelos seus aromas de pétalas e as mais variadas flores, sejam elas brancas, amarelas, rosas… Pode até ser que apareçam algumas frutinhas aqui, mas sutis, só para acompanhar. Nos vinhos brancos este aroma tende a ficar mais explícito, mas pode se deparar com alguns tintos com violetas, por exemplo.

Exemplos: Moscatel, Cabernet Franc e Malbec

Selvagem

Os vinhos selvagens não se intimidam em mostrar, nos aromas e no palato, aromas de couro, estábulo, pele animal e, às vezes, até esterco. Compõem o leque dos vinhos complexos, que citamos acima. Algumas pessoas possuem facilidade em identificar esses aromas, outras, nem tanto. Afinal, o vinho ganha essas notas após um período de envelhecimento, que pode ser em carvalho ou na garrafa. Geralmente eles lembram fazenda, rusticidade e se mostram um pouco mais fechados (considerando que não são aromas tão fáceis de identificar), além de parecerem mais sérios.

Exemplos: Barolo, Pinot Noir e Ancellota (sobretudo de vinificação natural)

Herbáceo

Os vinhos herbáceos trazem tudo aquilo que você já viu, ou já provou na cozinha. Especiarias, ervas, condimentos, ou até mesmo “coisas naturais” que não fazem parte da cozinha, como grama, plantas e folhas (secas ou úmidas). Não se espante em sentir pimentão, aspargos, pimentas ou lembrar de uma floresta quando levá-lo ao nariz ou bebê-lo.

Exemplos: Cabernet Sauvignon, Carménère e Sauvignon Blanc

Mineral

Cheirinho de chuva, terra e pedra molhadas, giz e algo salgadinho à boca. Assim são os vinhos minerais. Geralmente trazem boa acidez, o que favorece harmonizações, e nos deixam com a impressão de que acabou de chover. Notas salinas fazem parte dessa característica.

Exemplos: Chablis, Luar e Chenin Blanc da África do Sul

Terroso

Tudo que lembra terra está presente neste estilo. Café, cacau, chocolate, terra úmida, e por aí vai… Algumas notas de cogumelos também são encontradas aqui e o vinho deixa a impressão de estar comendo algo que vem da terra (alguns são até um pouco arenosos).

Exemplos: Pinot Noir, Merlot e Cabernet Franc

“Peso”

Definimos por “peso” as características físicas do vinho que se sentem no paladar. Prefere um vinho com pouco ou muito peso? E quanto ao álcool e os taninos? Descubra!

Leve

Muitos se referem aos vinhos leves como sendo “ralos”, e de fato eles são. Isso porque não pesam em boca, nem tem a estrutura intensa de um vinho encorpado. É justamente por isso que são mais fáceis de se beber e dizemos o tempo todo que combinam muito bem com o clima do Brasil.

Exemplos: Pinot Noir, Beaujolais e Pinot Gris

Encorpado

Por completo oposto, os vinhos encorpados são intensos e, literalmente, pesados. O nome já diz tudo: o vinho tem consistência, apresenta corpo voluptuoso que pesa no paladar.

Exemplos: Cabernet Sauvignon, Tempranillo e Syrah

Alcoólico

Pode pensar que não, mas a graduação alcoólica interefe na percepção do corpo do vinho. Os com mais álcool parecem também mais encorpados e os menos alcoólicos, o contrário. Outro fator torna-se relevante aqui: quanto mais álcool, mais “quente” o vinho vai parecer ao paladar.

Exemplos: Monastrell, Tempranillo e Syrah

Tânico

Os taninos talvez tenham se tornado mais populares do que os outros termos no mundo do vinho. Eles são os polifenóis da casca da uva que dão sensação de adstringência em boca, e também acabam interferindo no peso do vinho no paladar. Sabe aquela sensação de secar a boca, quando se come uma banana verde ou um caju? É exatamente a mesma!

Exemplo: Barolo, Cabernet Sauvignon e Tempranillo

Já sabe dizer como gosta do seu vinho? Esperamos que sim!

Por Carol Oliveira e Gustavo Jazra

Agora que aprendeu a escolher, te damos uma listinha com vinhos bem definidos para cada paladar. É só entrar e testar as palavras que aprendeu!

Harmoniza com esta matéria:

Leave a comment

Your email address will not be published.


*