África do Sul: entre safáris e vinhas

África do Sul: entre safáris e vinhas

Muito além dos safáris, a África do Sul é também destino aos amantes de vinhos. Quer visitar o país? Aproveite as dicas do Sonoma!

Muito além dos safáris, a África do Sul é também destino aos amantes de vinhos. Quer visitar o país? Aproveite as dicas do Sonoma!

Muitos são atraídos pela África do Sul pelos safáris, pela exuberante natureza e também pelos hotéis de luxo que o país contempla. Entretanto, desde que foi incluído no Novo Mundo do vinho, e principalmente depois do apartheid, atividades turísticas voltaram-se também aos seus vinhos, cujo passado remonta mais de 300 anos de história (desde os tempos da colonização holandesa).

De acordo com o Ministério do Turismo da África do Sul, o enoturismo se tornou com o passar dos anos a principal modalidade turística do país. Claire Ju, jornalista da CNN que por décadas viajou as mais diversas vinícolas ao redor do mundo, tem uma explicação: “pela absoluta beleza, os vinhedos da África do Sul estão no topo da lista”.

Quer conhecer alguns dos vinhedos mais bonitos do mundo? Aproveite as dicas abaixo!

Para onde ir

Praticamente toda costa oeste da África do Sul produz vinhos. Se pretende conhecer a fundo as regiões vinícolas do país, o ideal é alugar um carro e trilhar as três “rotas do vinho” que saem da Cidade do Cabo.

Vinícola Vergelegen, uma das primeiras da Cidade do Cabo

Acontece que vinícolas de regiões mais afastadas nem sempre estão acostumadas a receber turistas e, portanto, o ideal é agendar a visita. Porém, as maiores e mais importantes vinícolas do país se concentram em duas regiões: a Cidade do Cabo e Stellenbosch.

Cidade do Cabo

Área pra piquenique na vinícola Vergelegen

É na Cidade do Cabo que se concentra a maior oferta de programas turísticos, e não só àqueles que pretendem viajar ao país pelos vinhos. É uma das poucas capitais do mundo que produz vinhos (ao todo, são 100 mil hectares de vinhedos divididos por mais de 340 vinícolas). Tours guiados pelos vinhedos costumam ter duração de


metade de um dia ou um dia inteiro. As melhores opções incluem saída e chegada à cidade, visita a quatro ou mais vinícolas, com direito a degustação e almoço, e custam aproximadamente 370 Rands (o equivalente a R$ 90 reais).

Réplicas do famoso Vin de Constance


Se vai conhecer a região, não pode deixar de visitar as vinícolas Vergelegen e Klein Constantia. Construída no século 17, a Vergelegen é uma das mais tradicionais e bonitas da região. Seus tintos são conhecidos por competir com os melhores Bordeaux. A Klein Constantia, por sua vez, tornou-se uma das mais renomadas vinícolas do país no século 19 pelo vinho doce que produziam, o Vin de Constance. Hoje, mesmo tendo renovado sua produção, o vinho continua atraindo visitantes (e réplicas das antigas garrafas podem ser comprados!).

Se um dia ao lado dos vinhos sul-africanos ainda não for suficiente para você – e certamente não será! -, existe uma série de restaurantes que oferecem, não só o melhor da comida local, como também vinhos de qualidade incontestável. A cidade é um dos palcos da gastronomia do país, e abriga os maiores chefs por lá (Luke Dale Roberts, Franck Dangereux, Peter Tempelhoff, Reuben’s… ). E os preços não se comparam aos da alta gastronomia no Brasil. O jantar completo com vinhos no Test Kitchen, um dos mais conhecidos e caros da região, por exemplo, sai por cerca de 1.025 Rands (R$ 250).

Restaurante Test Kitchen, do chef Luke Dale Roberts

Sem falar nos vinhos, a principal atração turística do Cabo é o Table Mountain, cartão postal localizada no centro da cidade e que foi eleito uma das novas 7 maravilhas da natureza (ao lado da Floresta Amazônica e das Cataratas do Iguaçu). É possível subir a montanha que divide a cidade por trilhas ou por teleférico (ida e volta por 205 Rands ou R$ 50). Outra opção é ainda o Signal Hill, montanha que fica nas proximidades do Table Mountain, e é possível subir de carro.

É possível subir ao Table Mountain de teleférico

Depois disso, a próxima passagem obrigatória para quem visita a cidade é conhecer o Cape Point, reserva natural localizada a 60 quilômetros do centro. O parque abriga o farol do Cabo da Boa Esperança, pelo qual é mais conhecido, mas ainda uma série de trilhas e praias.

O farol localizado no topo do Cabo da Boa Esperança


E não para por aí. Tem ainda a Waterfont, complexo com o porto, os melhores e mais caros hotéis, restaurantes de chefs renomados e shoppings; e Robben Island, onde Nelson Mandela ficou preso durante o apartheid; além de praias e estradas escavadas em pedra e que valem a visita por si só e pela paisagem que oferecem nos canteiros.

Waterfront é onde estão os hotéis e restaurantes mais luxuosos do Cabo

Serviço:

Stellenbosch

A segunda colônia europeia na África do Sul é também cenário das mais antigas, bonitas e famosas vinícolas do país. Há pouco mais de uma hora de carro da Cidade do Cabo, há três caminhos possíveis para se chegar à Stellenbosch: via N1 até a saída 39, pegando depois a Rota 304 até chegar à cidade; ou via N2, com dois caminhos possíveis, Baden Powell ou Polkadraai.

Em atividade desde 1682, a Hartenberg é também uma das vinícolas mais antigas da África do Sul. Com tantos anos de experiência, fazem Cabernets e Chardonnays como nenhuma outra – é por causa deles que ficou tão famosa (já sabe o que provar por lá!). A Rust en Vrede é outra que, com as portas abertas desde 1694, foi uma das primeiras da região. Além dos tintos conhecidos pela elegância de Bordeaux, fizeram fama com o Shiraz e outros varietais. A Simonsig, por sua vez, foi pioneira no método champenoise na África do Sul, mas é hoje também grande vencedora de prêmios por seus brancos e tintos, pelos quais é até conhecida no mundo todo.

Vista dos vinhedos da Simonsig

Além dessas, a vinícola Meerlust, que, nas mãos da família Myburgh por oito gerações, produz um dos vinhos mais elegantes da África do Sul, o Rubicon (corte de Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc). Muito conhecido e renomado, qualquer visita ao país se faz incompleta sem provar ao menos uma taça dele. Dizem que os melhores Pinotages estão na vinícola Kanonkop. Sendo assim, a visita é imprescindível a quem deseja conhecer os vinhos mais típicos do país, afinal, a casta, resultado do cruzamento entre Cinsault e Pinot Noir, mesmo presente em diversas partes do mundo, ainda tem seus melhores rótulos feitos no país

Meerlust, que ficou famosa pelo vinho Rubicon

A rota do vinho é conhecida por Stellebosch American Express Wine Routes, e é uma das principais atrações turísticas por lá. A primeira e mais antiga rota foi fundada em 1971, e hoje se soma às outras quatro que foram criadas – ao todo, contam com mais de 200 vinícolas. Poderá escolher entre Greater Simonsberg, Stellenbosch Berg, Helderberg, Stellenbosch Valley e Bottelary Hills, mas uma coisa é certa: praticamente todas as vinícolas são abertas à degustação, tour guiado pela vinícola e vendas.

A rota do vinho de Stellenbosch


Algumas delas, inclusive, oferecem um safári pela vinícola. Com duração de 30 a 40 minutos, mostram aos turitas as 5 principais variedades de uvas do país. O passeio completo custa 50 Rands por pessoa (R$ 12).

Diferentemente do Cabo, o turismo em Stellenbosch já se volta aos vinhos (mais de 400 vinícolas se encontram na região!). Junto com as cidades vizinhas, Paarl e Franschhoek, é conhecida como como Cape Winelands. A maioria das vinícolas contempla também restaurantes e áreas para realização de piqueniques, além local para acomodação e outras atividades.

Porém, programas ao ar livre é o que não faltam por lá. Alpinismo, rapel, canoagem, aviação, voos de asa delta, voos de balão e trilhas – a pé, à cavalo, de bicicleta ou até de 4X4 – são algumas opções oferecidas aos turistas. Uma das maiores atrações da região é o Tygerberg Zoo, localizada a apenas 15 quilômetros do centro de Stellenbosch, com imensa diversidade de flora e fauna regionais (de borboletas a leões, passando por girafas, crocodilos e por aí vai).

Ainda para quem procura natureza, o Jardim Botânico de Stellebosch tem mais de quatro hectares da flora local e de diversas partes do mundo, incluindo plantas aquáticas da Amazônia, cactos do México e plantas insetívoras de Borneo.

Clube de Golde de Stellenbosch, que também oferece degustação de vinhos locais


Além disso, aos amantes de golfe, a cidade também parece ser o destino certo. Dentre os campos de golfe da região, destacam-se o Stellenbosch Golf Club, que já foi palco dos principais torneios de golfe do mundo, Devonvale Golf e De Zalze.

Serviço:

Tygerberg Zoo

+27 21 884 4494

Como chegar

Diversas companhias aéreas operam voos do Brasil à África do Sul – Tam, Gol, Aerolíneas Argentinas, Ethiopian e South African Airways são apenas alguns exemplos -, e com saída de todas as regiões do país.

É possível chegar ao país por cinco cidades diferentes, entre elas, a Cidade do Cabo, onde se concentra o enoturismo sul-africano. Voos para lá costumam ser mais baratos, e os trechos que incluem ida e volta custam a partir de US$ 2 mil.

Por Gustavo Jazra

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