A arte portuguesa da mistura

Vinho de Portugal

O vinho de Portugal é mais velho que o própria nação. Acredita-se que a primeira vinha foi plantada nos vales do Tejo em 2000 a.C. Depois disso, o vinho se desenvolveu muito, até se tornar uma característica cultural do país que viria a ser o “pai” do Brasil.E quando se fala em vinho português, as chances de estar falando de um blend são altíssimas.
Os blends (ou assemblages) são os vinhos cortados, ou seja, que são produzidos com a mistura de duas ou mais castas de uvas diferentes. Quando um vinho possui apenas uma uva (como um Pinot Noir de Borgonha, por exemplo) ele é chamado de varietal (ou monovarietal).
Hoje em dia, as pessoas se interessam muito em saber qual é a casta (ou as castas) do vinho que estão tomando, mas nem sempre foi assim. Tradicionalmente, na Europa, é mais importante você saber de onde veio o vinho (sua região, terroir) do que a uva usada em sua confecção. Os rótulos com denominação de origem (AOC, DOC, DOCG…) são vinhos de lugares muito específicos, de terroirs delimitados e muito conceituados. Isso é o que dava a importância a um vinho.Já que a uva não era o importante, e sim a qualidade da bebida, a prática de misturar uvas tornou-se muito comum em toda a Europa, principalmente em Portugal. Escolher as cepas e misturar as melhores uvas de cada casta para conseguir um vinho exclusivo e equilibrado, com o melhor que cada uva pode proporcionar, é o objetivo de fazer um blend.

Blend tinto, blend branco

Os portugueses tornaram-se mestres em fazer blends. Um vinho pode ter quatro, cinco ou mais castas, podendo chegar a ter até dezenas de uvas diferentes na mesma garrafa! Os grandes vinhos de Portugal resultam da magia da mistura das diversas uvas que existem no país, através da criatividade, intuição e conhecimentos técnicos e históricos dos enólogos.

Produzir um blend pode trazer mais satisfação e desafio do que produzir um varietal que só usa uma uva, pois com o blend há a expectativa de criar casamentos de sabores e aromas que combinem entre si. Buscar a mistura certa, sabores inovadores e resultados únicos são os motivos que fizeram os portugueses investir nesse tipo de vinho.

Portugal é o segundo país no mundo a ter mais variedades de castas próprias, sendo 241 castas documentadas de uva branca, tinta e rosada, segundo o Instituto do Vinho e da Vinha. Por isso os vinhos portugueses têm uma identidade bastante característica e própria. Essa quantidade de castas nativas permite produzir uma diversidade de misturas ainda maior.

As variedades mais utilizadas para a produção do vinho tinto são a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Trincadeira, Aragonez, Syrah, Baga e Castelão. Já as castas brancas mais utilizadas são a Alvarinho, Arinto, Antão Vaz, Viosinho, Verdelho, Encruzado e Fernão Pires.

Até o famoso Vinho do Porto é um blend, e essa mistura começa já nos próprios vinhedos: em um velho parreiral do Douro, no Norte de Portugal (onde se elabora o vinho do Porto) é possível encontrar dezenas de variedades de uvas plantadas misturadas, lado a lado, formando um vinhedo misto.

Então, ora pois, misturemos! Experimente os blends portugueses e saiba qual mistura você mais gosta.

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