Crise na Espanha? Que crise?

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Crise na Espanha? Como Fica o Cenário de Vinhos e Azeites

Será que a crise na Espanha diminuiu o cenário dos vinhos e azeites?

Apesar da crise econômica que assola o país há quase cinco anos, quando o assunto é gastronomia, a Espanha é a bola da vez.

O cenário da alta gastronomia só tem aumentado nos últimos anos, e nele se destacam dois produtos: os azeite e, claro, os vinhos.

Principalmente do último ano para cá, os problemas monetários da Espanha vêm atrapalhando os planos de quem busca crescimento financeiro no país.

Os vinhos espanhóis, porém, não se abalaram com essa depressão. Para a nossa alegria, eles continuam sendo engarrafados, exportados e adorados. E isso acontece cada vez mais.

Embora o consumo interno tenha caído mais da metade, obviamente por causa do desemprego elevado e cortes de salários, a exportação anda “de vento em popa”.

Nesta semana, a equipe Sonoma conversou com alguns produtores que vieram ao Brasil divulgar os vinhos espanhóis.

Eles contam como acreditam que o mercado de vinhos da Espanha, segundo país vinícola mais antigo da Europa, conquistou tanto sucesso.

Tradição, De Geração Em Geração

Para Fran Guirao, que desde que se entende por gente convive entre vinhas e uvas em Múrcia, sudeste espanhol, a tradição do vinho está no sangue. “Meu pai cuidava de vinhedos, meu avô cuidava de vinhedos, meu tataravô cuidava de vinhedos.

Hoje sou, e um dia, quem sabe, meu filho”, contou Guirao, que é a quinta geração da Hacienda del Carche. Ele completa: “Cultivar uvas é algo de família. Nossas vinhas são velhas por causa disso, passam de geração em geração”.

A História Na Taça

Se é para falar de tradição, nada mais tradicional que o jerez, tipo de vinho fortificado mais antigo da Espanha e do mundo. Em uma garrafa com média de 45 anos, por exemplo, é possível encontrar uvas com 30 ou 120 anos de idade.

“Quando se bebe um jerez, é importante saber que se está bebendo história”, afirmou Ana Conde, da Bodegas Tradicion, que produz jerez desde 1988 na Andaluzia. A espanhola defende que junto a um momento de prazer, um vinho deve trazer experiências.

A União Faz A Força

A Espanha, como se sabe, possui muitas regiões vinícolas diferentes. Dentro delas, há uma infinidade de subzonas e, cada vez mais, novas áreas afloram.

Muitos acreditam que essa multiplicidade colabora para a riqueza dos vinhos espanhóis. “São muitas áreas, microclimas e terroirs diferentes. Uma uva acaba complementando a outra”, explicou Sònia Pou, da Castell dei Reimei.

Pequenos, Mas Fortes

“Um prato para duas pessoas tem muito mais qualidade que um prato para 50.” É assim que Eva Martínez defende a pequena produção da Domínio de la Vega, vinícola com apenas 11 funcionários.

“Nós, pequenos produtores, priorizamos o método artesanal, o cultivo manual de uva a uva. Tudo isso resulta em vinhos únicos.”

Em Prol Do Meio Ambiente

Uma nova tendência no mundo dos vinhos são os orgânicos, tudo a favor da sustentabilidade e conservação ambiental em todos os processos.

“Gosto de pensar que estou dando minha pequena contribuição para o planeta”, comentou Miguel Terrado, da Albet i Noya, primeira vinícola orgânica da Espanha (e pioneira na Europa).

Hoje, os vinhos orgânicos já avançaram tanto que são vendidos a preços normais, e não elevados como antigamente. Mas o catalão adverte: “O vinho orgânico é de extremos – se é bom, é muito bom; se é ruim, é muito ruim”.

São muitas as frentes de atuação espanhola. Com o setor acelerado e as negociações internacionais em crescimento, muitos dizem que serão o vinho e a gastronomia que salvarão a Espanha da crise.

Se vão mesmo ou não, é impossível prever, mas uma coisa é certa: os espanhóis podem até estar em recessão, mas seus vinhos estão sempre em alta!

Por Rafa dos Santos

Conheça os vinhos da Sonoma

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