Café: mocinho ou vilão?

Café: mocinho ou vilão?

Café: mocinho ou vilão?

Afinal, café faz mal ou bem para a saúde?

Afinal, café faz mal ou bem para a saúde?

É comum aparecer em noticiários matérias sobre os benefícios e malefícios do café para a saúde. Em meio a uma tempestade de informações, o consumidor fica em dúvida.

O Brasil é o maior produtor de café do mundo e, atualmente, vem realizando diversas pesquisas sobre os benefícios do consumo da bebida, já que o país não é apenas berço de exportação dos grãos, os brasileiros também são apaixonados pelo café – seja ele com leite, puro, sorvete, entre outras combinações criativas.

O café sempre foi considerado um estimulante natural capaz de aumentar a criatividade, dar “aquela acordada” e animada, inclusive, já foi citado como solução para problemas de impotência sexual (acredite!). Sem dúvida, o café faz parte do cotidiano e virou praticamente elemento de um ritual, principalmente, após o almoço com um cafezinho “esperto” para finalizar a refeição.

Porém, essa paixão toda virou assunto de saúde pública diversas vezes em diferentes publicações, uma vez que ganhou má fama de ser viciante e prejudicar a saúde, ainda mais, depois da descoberta da cafeína como aliada a úlceras e doenças cardíacas.

Entretanto, estudos recentes amenizam o efeito nocivo da substância e mostram o lado “saudável” da bebida. As pesquisas mostram que o café pode diminuir o risco de desenvolver doenças como pedra nos rins, cirrose, Parkinson, cancro no fígado, próstata e cólon. Pode também controlar o peso, graças ao seu efeito termogênico, combater o envelhecimento precoce, prevenir o diabetes tipo II e, também, controlar a asma. “Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) não deve ultrapassar de 300 mg de cafeína – quatro a oito xícaras de chá ou duas a três xícaras de café por dia. Uma xícara de café contém, em média, 100 miligramas de cafeína”, avisa a nutricionista Lizandri Rangan, do Hospital Leforte (SP).

Para a profissional, as pessoas que querem se beneficiar com a bebida devem ficar de olho na quantidade de cafeína presente nos tipos de café. “A preparação do café expresso combina sabor acentuado com menor teor de cafeína. Entre os blends, os que são 100% Arabica têm um teor médio de cafeína em torno de 1,3%, ao passo que o café Robusta tem quase o dobro, ou seja, quanto maior o teor de cafeína do café escolhido, menor a quantidade de consumo para um efeito benéfico”, alerta.

Uma xícara de benefícios

A resposta é sim. O café, consumido nas doses certas, pode trazer resultados positivos à saúde, já que também contém outros itens em sua composição que fazem bem, como antioxidantes encontrados nos vinhos tintos (polifenóis e flavonoides), sais minerais e vitamina B3.

Mas, vale lembrar que nem todas as pessoas devem consumir a bebida, principalmente, mulheres grávidas, pessoas com problemas cardíacos (devido a um aumento dos batimentos), e quem tem gastrite ou úlceras no estômago, uma vez que aumenta a secreção de ácido clorídrico, causando ou piorando irritações na mucosa.

Beba com moderação

Assim como tudo deve ser consumido com moderação, longe de excessos, o café também segue essa regra e deve ser ingerido até 300 mg de cafeína ao longo do dia. “Respeite o intervalo entre o café da manhã e o almoço – cerca de duas a três horas após o café da manhã e antes de duas a três horas do almoço – ou 2 horas após o almoço, para não atrapalhar na absorção de alguns nutrientes, principalmente o cálcio e o ferro”, finaliza.

E você, também é um apreciador de café? Quanto consome por dia?

Por Andressa D’Amatto

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