Entre pela porta de “entradas”

Entre pela porta de “entradas”

Hors d’oeuvre, “appetizer”, tapas, snacks, “antipasto”, aperitivos, entradas… Os nomes podem ser diferentes, mas a função é a mesma: “abrir os trabalhos” de uma boa refeição.

Qual a verdadeira função de uma entrada? Ela deve satisfazer, substituindo o prato principal em dias de pouca fome, ou deve apenas instigar o apetite? Ela é essencial para uma refeição completa ou nem sempre precisa existir? Cada um deve ter sua própria entrada ou compartilhar vale mais a pena?

Responder a essas (e outras) perguntas pode ser bastante polêmico. Mas uma coisa é certa: todo mundo, hora ou outra, não consegue resistir a uma porçãozinha. Uma forma de amansar o estômago, oferecer uma impressão inicial do restaurante e, claro, encorajar um bom papo entre os presentes.

Literalmente, a porta de entrada…

Além disso, não há maneira mais fácil de conhecer uma cozinha que pelo cardápio de entradas. Como assim? Uma só cozinha pode ter vários estilos diferentes, mas as entradas são sempre as mesmas. Por exemplo: quem viaja para a França pode encontrar bares, brasseries, bistrôs e restaurantes de alta gastronomia, onde os pratos seguem direções completamente opostas. Os escargots, os steak tartares e a sopa de cebola, porém, estarão sempre lá. E, afinal, não são esses alguns dos pratos mais famosos do país?

Conheça os aperitivos típicos de algumas nações!

  • Brasil:

    A diversidade culinária no Brasil é tão ampla que às vezes não nos damos conta. Qual é o prato típico de São Paulo? E o que diferencia as comidas das praias do Rio de Janeiro ou de Santa Catarina? Ainda assim, alguns petiscos fazem parte das entradas em qualquer parte do Brasil: bolinhos de arroz, castanhas, o caldinho de mocotó, coxinha, pão de queijo, as saladas tropicais e, é claro, o calórico, mas amado, torresmo.

  • Argentina:

    Como os pratos argentinos são substanciosos (pense nas “parrillas”, carnes e milanesas), as entradas são geralmente mais leves. Pães e torradas com o molho “chimichurri” (mistura de azeite, vinagre, alho, pimenta e muitas ervas) ou empanadas (tipo de pastel assado) são as mais comuns. Outra pedida são as batatas fritas, muito presentes como acompanhamentos.

  • México:

    No México, as entradas costumam manter os principais ingredientes da cozinha nacional, também encontrados nos pratos principais – milho, pimenta e chocolate. Nachos (os “doritos”) com guacamole, quesadillas (tortillas de milho recheadas com queijo ou feijão), batatas assadas com queijo e tamales (versão mexicana da pamonha) são só algumas das diversas opções de aperitivos encontrados nos restaurantes e taquerias.

  • Estados Unidos:

    Assim como a própria culinária norte-americana, as entradas são muito variadas, feitas com os mais diversos ingredientes. As mais famosas são as sopas e algumas especialidades fritas: batatas fritas, “buffalo wings” (asinhas de frango) e onion rings (anéis de cebola).

  • Espanha:

    Na Espanha, existe a tradição das tapas, pequenas porções de comida que são servidas como entradas. Dentre as mais encontradas pelos bares e restaurantes das cidades estão as tortilhas (espécie de omelete com batatas), os croquetes, os “callos” (cozido feito com grão-de-bico e miudezas), o arroz negro (com tinta de lula), os camarões ao alho, o polvo à Galega (com pimentão em pó) e, o mais tradicional deles, o presunto ibérico em fatias.

  • França:

    São, talvez, as entradas mais famosas do mundo (tanto é que muitos pensam que se tratam de pratos principais). Entre as “famosidades” estão os escargots (os tão assustadores caracóis), o steak tartare (espécie de bolinho de carne crua), a sopa de cebola com queijo, a terrine (um patê mais concentrado, o principal é o de foie gras, o polêmico fígado de ganso) e saladas com queijos cremosos (como camembert e brie).

  • Itália:

    Na hora em que você começou a ler o texto já deve ter lembrado de uma entrada tipicamente italiana: a bruschetta – fatias de pão italiano torrado com tomate, manjericão e azeite. Essa é provavelmente a entrada mais conhecida do país, mas há outras, como os antepastos (conservas com pimentões, berinjela, cebola, entre outros), a polenta e a fogazza (tipo de pastel mais “massudo”). A Itália é isso, simplicidade com elegância.

  • Holanda:

    Apesar de pouco conhecida internacionalmente, a cozinha holandesa é muito rica, e isso se faz presente na hora das entradas também. As batatas fritas com maionese são as mais populares, seguidas do arenque (cru ou defumado), “gouda cookies” (biscoitos de queijo) e muitas outras opções com torradas, peixes defumados e queijos típicos.

  • Alemanha:

    Pensou em Alemanha, pensou em salsichão! De fato, queijos e embutidos são a base das entradas (e de muitos dos pratos principais) na Alemanha. Muitas vezes, são acompanhados de mostarda marrom (mais intensa) e pães.

  • Suíça:

    Muitos podem achar que as entradas suíças se resumem a queijos. É verdade que dá para encontrar muita gente sentada nos restaurantes comendo queijos e bebendo vinhos antes de iniciar a refeição, mas são, na maioria, turistas. Os suíços gostam de abrir o apetite com batatas assadas e croquetes de batatas.

  • Marrocos:

    As refeições marroquinas são, na verdade, banquetes. Para não ocupar todo o estômago logo nas entradas, a ideia é que sejam leves – em geral, pães assados acompanhados de patês, vinagretes, azeitonas e legumes que explorem os ingredientes mais utilizados pelo restaurante.

  • Índia:

    As comidinhas picantes da Índia são as mais aromáticas (e, para muitos, as mais saborosas) do mundo. Os naans são um tipo de pão com uma massa muito fofa, preparada no forno de pedra, para comer com diferentes tipos de molho. Há também as samosas (pastéis assados, recheados com vegetais ou frango) e o grão-de-bico apimentado.

  • Grécia:

    Azeitonas fritas, patê de azeitona, “olivada” (pasta de azeitonas negras com azeite e alho), salada grega, pão de azeitona e alecrim, entre outras receitas regadas à azeite de oliva, são algumas das diversas opções de entrada nas ilhas gregas. Outras especialidades são o queijo feta grelhado, coalhada, iogurte, pimentas verdes assadas e berinjela em diversas versões.

  • China:

    Nem precisa falar qual é a entrada mais famosa dos restaurantes chineses (presentes, diga-se de passagem, no mundo inteiro). O harumaki, ou rolinho-primavera, é um pastel comprido recheado originalmente com repolho e verduras, acompanhado do adorado molho agridoce. Os salgadinhos de mandioca (quem não lembra do mandiopã?) são uma pedida mais leve. Mas o mais comum na China é comer dim sum, pequenos bolinhos assados ou no vapor, geralmente recheados com verduras ou lombo suíno adocicado (um deles, em formato de trouxinha, é conhecido por aqui como guioza).

  • Japão:

    Não há dúvidas de que as entradinhas são indispensáveis no Japão. Quando se entra em um restaurante japonês, antes mesmo de pedir qualquer coisa, logo chega à mesa uma toalhinha vaporizada (para higienizar as mãos) e um pratinho com verduras ou legumes à escolha da casa – sunomono (saladinha adocicada com vinagre, leva pepino em conserva, gergelim e kani), missoshiro (sopa de missô, massa de soja fermentada), tempurá (legumes empanados), omelete adocicado e cogumelos shimeji na manteiga são as pedidas mais tradicionais.

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