Nova Espanha

Nova Espanha

O país avançou muito na vitivinicultura nas últimas décadas e hoje conta com inúmeras regiões, uma mais diferente que a outra. Dos vinhos para o dia a dia – alegres e frutados – aos mais complexos e longevos, a Espanha se reinventou. Hoje, o país não é apenas o primeiro país em área de vinhedos, mas também chegou à primeira posição em produção de vinhos no mundo.

Voltando um pouco na história, o vinho surgiu na Espanha entre os anos 1100 e 500 antes de Cristo, em Andaluzia (graças aos fenícios), mesmo local em que nasceu o Jerez, famoso fortificado espanhol. Depois, foi a vez de Rioja, que alavancou com seus tintos baseados nos métodos da “vizinha” Bordeaux.

Por muito tempo, a Espanha se resumia a essas duas regiões, mas isso vem mudando de 30 anos para cá. Aconteceu o que podemos chamar de “fenômeno vizinho”: a partir de Andaluzia e Rioja, várias áreas vizinhas que já produziam vinho para consumo local foram se modernizando e diversificando.

A Espanha é, sem dúvida, o país que mais se diversificou quanto às regiões vinicultoras, e isso a transformou na nação que conhecemos hoje: um paraíso para os amantes de vinho do mundo todo, cheio de histórias e achados à espera de quem estiver disposto a descobrir suas maravilhas.

Conheça algumas das denominações mais novas da Espanha.

Região de Castilla y León

Toro: Graças ao clima quente, a Tempranillo, símbolo nacional, produz tintos intensos. Na região, a uva recebe o nome de Tinta de Toro. Muitos produtores da vizinha Ribera del Duero estão comprando terras por lá.

Cigales: Segue de perto os passos de Toro, com quem faz fronteira. Por seu solo pedregoso, é considerada perfeita para o cultivo de Tempranillo.

Região de Navarra

Por muito tempo, Navarra viveu à sombra da vizinha Rioja. Seus excelentes rosés eram consumidos exclusivamente por conterrâneos e demoraram a ganhar fama fora da Espanha.

Aragón: Sua primeira denominação de origem data de 1960, mas só recentemente alcançou o mercado internacional. Uma área que tem se destacado positivamente é a pequena Zaragoza, onde fica uma das regiões vinícolas mais novas da Espanha, a Ribera del Queiles, detentora das melhores Garnachas do país.

Montsant: Antes considerada os “pés do Priorato”, a região investiu nas vinhas antigas (de baixa produtividade, mas que geram vinhos de maior qualidade) e em tecnologias modernas de fermentação que levaram a ótimos tintos com cortes inovadores. Conseguiu o título de Denominação de Origem em 2002.

Região da Extremadura

Ribera del Guadiana: Área “criada” em 2001, chama a atenção de investidores interessados em vinhos para exportação.

Região de Castilla-La Mancha

Manchuela: Surgiu em 2000 e, a partir de 2011, apresentou vinhos com grande potencial.

Ribera del Júcar: Criada em 2003 graças aos esforços dos produtores locais, já trouxe bons resultados. É uma grande aposta da região.

Região de Valência

Utiel-Requena: Uma denominação que promete muito, principalmente por causa da altitude, que pode chegar a até 800 metros. Nessa região, são elaborados tintos excelentes com a uva Bobal, variedade exótica de baixíssima produção.

Região de Murcia

Bullas: Área recém-nascida de Murcia, tem mostrado bom trabalho com a uva Monastrell.

Jumilla: Composta por 44 bodegas, Jumilla produz mais de 24 milhões de litros de vinho por ano. Ainda pouco explorada, os vinhos da região são de excelente qualidade e apresentam um dos melhores custo-benefício da Espanha.

Ilhas Canárias

As Ilhas Canárias ainda tentam encontrar seu lugar no mundo dos vinhos espanhóis. Por ali, já existem pelo menos 11 denominações de origem, mas apenas duas são consideradas de alto padrão.

Tacoronte-Acentejo: Foi a primeira região das Ilhas a ganhar o título de Denominação de Origem. Recebe toda a umidade do Atlântico e cultiva grande quantidade de cepas.

Lanzarote: ilha mais oriental do arquipélago das canárias, formada por vulcões adormecidos, rios de lava endurecida e crateras. Nenhuma planta consegue crescer na lava, mas os terrenos próximos oferecem vinhedos únicos, com um terroir rico em cinzas vulcânicas chamado “lapilli”. As técnicas de produção de vinho têm crescido e alcançado novos níveis de qualidade.

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