Por que beber vinho branco? – Sonoma

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Por que beber vinho branco? – Sonoma

Nosso clima tropical favorece – e muito – a apreciação dos ** vinhos brancos**. O mais curioso de tudo isso é que a maioria das pessoas os encara com preconceito. Vai entender, né?

Há quem insista em tomar sempre vinhos tintos encorpados, mesmo com temperaturas mais elevadas. Acontece que eles dificilmente trarão o frescor dos brancos e, naturalmente, não agraciarão a boca com a mesma leveza. Claro que nem todo tinto é pesado, assim como nem todo branco é leve.

Cada uva tem suas características próprias que definem o caráter do vinho depois de fermentadas. Não sabe por onde começar? Foi pensando nisso que elegemos as principais variedades brancas e apresentamos as suas arestas mais comuns. Que uvas têm mais a ver com o seu paladar? Descubra!

Para começar, as uvas mais leves

Sauvignon Blanc: Frutas tropicais, como maracujá e abacaxi, emprestam frescor ao vinho. Boa acidez e leveza também são características marcantes! Além disso, grama molhada, ervas e pêra também podem aparecer, fazendo com que o vinho seja ainda mais suave. Com a idade, ganha notas de pimenta-verde e vermelha.

Pinot Grigio: Já ouviu falar na mineralidade de um vinho? É quando você sente, por exemplo, cheiro de pedra molhada, pó de giz, grafite… A Pinot Grigio é uma das melhores representantes dessa característica que, a princípio, pode parecer estranha, mas acaba encantando a todos. À boca, desce tão facilmente quanto a água, outro dos nossos elementos minerais. Se quer um vinho para beber sozinho, sem precisar harmonizar nem nada, jogando papo fora, Pinot Grigio é a escolha!

Quando ganhar peso

Chardonnay: A rainha das uvas brancas. Curiosamente, a principal uva do Champagne é também uma das menos aromáticas. Acontece que ela, por sorte, absorve muitas características do solo, o que a torna extremamente flexível. Somente na França pode ser mineral, quando em Chablis, é complexo, seca e amendoada em Mersut. Climas quentes conferem ao vinho notas frutadas, principalmente de abacaxi e maracujá. Já os frios, de melão maduro e limão. De maneira geral, costuma envelhecer em madeira, o que confere ao vinho toques de manteiga, defumado, canela e nozes.

Chenin Blanc: É a França, sua terra natal, que produz os vinhos mais variados da casta – dos secos e ácidos aos mais doces. Na África do Sul, onde a variedade é conhecida por Steen, eles são mais suaves e ganham um toque especial de pera. Com boa acidez, apresentam ainda maçã, marmelo, nozes, mel e cevada. No nariz, um inconfundível buquê de acácias, madressilvas, capim-limão, grama e palha.

As mais versáteis

Riesling: Dos mais secos aos mais doces Rieslings é possível sentir sua característica mais forte: as flores. Junto a elas, frutas amarelas a ponto de amadurecer – abacaxis, carambolas, pêssegos, damascos… Talvez uma das uvas brancas que mais se diferencia quando tem complexidade, atingindo até notas petroláceas, como petróleo, querosene e borracha – dá para acreditar? De longe, a uva preferida da Jô e de muitos dos membros da nossa equipe, uma das que mais nos surpreende a cada dia!

Gewürztraminer: Apesar de parecer um trava língua, seu nome já diz tudo: “picância”. Ah, para quem não sabe, em alemão significa “uva apimentada do Tramin”, região entre a Itália e Alemanha. Essa característica lhe confere título de melhor vinho para harmonizar comida asiática, da Tailândia e Índia. As flores que encantam no nariz aparecem na boca ao lado de gengibre, canela, lichia, manga, laranja e muita, mas muita pimenta-preta.

Doce final

Semillón: Já ouviu falar em Sauternes? Nada mais é do que um dos estilos de vinho mais famosos do mundo. Trata-se de uma denominação de Bordeaux onde as uvas são atacadas pela “podridão nobre”, o que torna seus vinhos naturalmente doces, mas elegantes, sem enjoar. São os vinhos de sobremesa mais famosos do mundo, sem dúvidas! Sua uva principal? A Semillón!

Moscatel: Definitivamente, a Moscatel é a uva para quem prefere os vinhos doces. Não que ela seja propriamente doce, mas até em seus vinhos mais secos, é possível sentir a doçura emprestada de tantas flores. Melão, uvas passas, pêssego… E a lista é longa! Tudo isso com uma leveza incrível, boa acidez e baixa graduação alcoólica.

E agora, já sabe por qual vinho branco começar? Tem alguma uva ou estilo que quer conhecer melhor?

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