Baú de tesouros… de vinhos

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Ao comprar um vinho, em dúvida de onde pode guardar corretamente? Aprenda com a gente!

Ao comprar um vinho, em dúvida de onde pode guardar corretamente? Aprenda com a gente!

Se ao comprar um rótulo novo de vinho, você se pergunta onde e como guardá-lo em casa, confira aqui algumas dicas para ter sua própria adega.

A cena é clássica: escadas levam a um espaço subterrâneo, frio e escuro, onde são guardados os barris para amadurecimento da bebida, além de uma área em que ficam os vinhos, já engarrafados. Mas depois que o tour no vinhedo acaba, fica a pergunta: como fazer para armazenar esses mesmos rótulos em casa, longe da cave dos produtores de vinho?

A ideia é reproduzir o ambiente dos vinhedos em qualquer outro espaço, mesmo que não seja abaixo da superfície. Os principais fatores a considerar são temperatura, umidade, iluminação e vibrações, todos pensados para a construção de uma cave e que podem ser reproduzidos em outros lugares – mesmo que seu apartamento seja menor que o local de nascimento do seu rótulo preferido.

Para montar a sua adega, primeiro calcule quanto você bebe, pois o espaço deve ser proporcional. Nada de investir em revestimentos, garrafeiras e equipamentos para controlar a temperatura do ambiente se você nunca tem garrafas o suficiente para preencher o espaço, ou se ele está sempre muito cheio. Proporcional, sendo necessários oito ou oitenta rótulos.

Pensando no espaço, a indicação é um cômodo ou espaço fresco, ventilado, e sem iluminação direta – o ideal seria não ter janelas. Pode ser o vão debaixo da escada, um armário ou uma parte do quarto, que não precisa ser revestido de material especial. Para ajudar na escolha, oriente-se pelo sol: a preferência deve ser para o lado da casa que recebe menos iluminação ao longo do dia, e por consequência é mais frio.

Pensando nas taças

Calculado o tamanho necessário para armazenar suas garrafas e escolhido o espaço, decida o material das garrafeiras. É importante pensar na resistência, na função de isolar a temperatura e elasticidade. Madeira, isopor e tijolos são boas indicações para acomodar suas garrafas. O isopor também pode ser usado para revestir o espaço, como um armário ou o vão debaixo da escada, pois é um bom isolante térmico.

Mantenha suas garrafas frescas, no intervalo de 12º a 15º C. O número exato pode variar, mas os especialistas concordam: essa é a melhor temperatura para que o vinho evolua no ritmo que produtores e enólogos pensaram. Em um ambiente mais frio, o amadurecimento simplesmente não ocorre, e mais quente que isso, é rápido demais, uma média de dois anos de envelhecimento para cada ano de armazenamento.

Oscilações de temperatura também são prejudiciais, pois fazem o vinho, a rolha ou até o vidro da garrafa, se expandirem ou retraírem, o que pode movimentar a rolha, ocasionando a entrada de ar na garrafa, a evaporação do álcool e diminuição do volume de vinho.

Se o clima da sua cidade é mais quente – e já que no Brasil isso é possível – o cálculo para consumi-los deve ser diferente: abra-os em um tempo menor, entre 50 e 70% do tempo indicado. Uma alternativa para controlar a temperatura dentro da sua adega é a instalação de um aparelho de ar-condicionado, levando em conta a potência do aparelho para resfriar devidamente o espaço.

A umidade também deve ser controlada, em torno de 70%. Se a adega estiver pouco úmida, a rolha – responsável pela vedação da garrafa – resseca, resultando em uma bebida oxidada. Ambientes muito úmidos deterioram o rótulo e a rolha, e podem contaminar o vinho transmitindo odores de mofo, causadores do efeito bouchonée. Para monitorar suas garrafas, uma dica é retirar o topo do lacre plástico, deixando a rolha à mostra. Assim, você consegue visualizar se algo está alterado na adega, e já conhece o estado da rolha antes de adicionar a garrafa às prateleiras.

No que diz respeito à iluminação, a indicação é usar de lâmpadas de bulbo espelhado ou vapor de sódio. Nada de neon ou qualquer luminosidade com mais de 75 watts de potência: a luz, assim como o calor, também é um agente acelerador das reações químicas. Os raios UV podem atravessar o vidro da garrafa e prejudicar a bebida, deixando-a com “gosto de luz”.

O leva e traz do vinho não é tão prejudicial quanto um ambiente muito quente ou úmido, mas não deve ser desconsiderado. A vibração nas garrafas provoca a dispersão dos sedimentos de vinhos mais velhos, tornando-os turvos. O indicado é deixar que rótulos recém chegados de longas viagens descansem por alguns dias antes de serem abertos.

Se o seu espaço é limitado, você não acredita que seu consumo de vinhos requer a construção de uma adega, ou se simplesmente achou o processo muito complexo, é possível adquirir uma adega portátil. Com capacidade variando entre 6 e mais de 20 garrafas, elas atendem a todas as exigências técnicas e só necessitam de uma tomada elétrica.

Construindo sua própria adega ou adquirindo uma portátil, crie – ou cultive – o hábito de colecionar vinhos. Surpreender-se com rótulos desconhecidos ou estocar diversas garrafas do mesmo vinho para apreciá-las ao longo dos anos pode se tornar um passatempo muito enriquecedor.

Quer uns exemplos de vinhos que podem ser armazenados para longa guarda? Dá uma olhada nestes 3 abaixo.

Por Sonoma Brasil

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