Valem mais do que ouro!

Valem mais do que ouro!

Você já se perguntou a que se deve o elevado preço do ouro? Imagine comprar um ingrediente para o seu prato com um preço desses?

Você já se perguntou a que se deve, por exemplo, o elevado preço do ouro? Imagine comprar um ingrediente para o seu prato com um preço desses? Será que tem justificativa?! Descubra!

Ontem (21), a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) cotava o grama do metal precioso em R$ 105,60 – o que significa que já perdi as contas sobre o valor de um mísero quilo. Além de ser um metal raro e, obviamente, com os dias contados, sua preciosidade aumenta se considerada a dificuldade de se encontrar e os cuidados que exige ao se trabalhar com ele.

O mesmo acontece com o açafrão – iguaria conhecida por ser a mais cara das especiarias -, como as trufas, principalmente as brancas, a baunilha, caviar, café do jacu, sal rosa do Himalaia… Imagine, o grama do açafrão pode chegar a cinquenta reais! E não é só o sabor desses ingredientes que justifica o preço, não. A dificuldade de encontrá-los e, principalmente, de reproduzir o modo de cultivo influencia bastante. O manuseio também (ou seria melhor dizer o talhar de uma joia?!). Entenda uma a uma:

Açafrão

Não é de surpreender que o açafrão seja caro: além de o processo ser totalmente artesanal (e exigir delicadeza!), esta iguaria nada mais é do que o pistilo de uma flor chamada “Crocus sativus” – mesmo depois de desidratado e ressecado, sua aparência indica isso. Vale lembrar que cada flor possui apenas três pistilos e que todos devem ser coletados em, no máximo, dois ou três dias.

Dá para imaginar a quantidade de flores necessárias para se obter um quilo de açafrão? Nada mais nada menos que 250 mil flores! Ah, isso considerando que nenhum pistilo esteja quebrado, pois, se estiver, será imediatamente descartado.

Países do mediterrâneo, como Grécia e Itália, além de Irã e Marrocos, também produzem açafrão ao lado da Espanha, que é o primeiro no cenário global (chegando a corresponder a 70% de toda a produção). Por ser mais barato, talvez o marroquino seja o mais fácil de ser encontrado – não que ele seja propriamente barato, afinal, cada grama sai a aproximados cinco reais. A grama do espanhol, o mais conhecido, varia de 25 a 50 reais (logo, o quilo pode chegar a 50 mil reais). Prefira sempre os inteiros e desconfie dos moídos ou baratos demais.

A boa notícia é que bastam alguns pistilos para se fazer um prato. No caso da paella, o mais comum a levar a iguaria, usam-se apenas seis unidades. Eles devem ser triturados e jogados na água quando estiver fervendo. Nessa hora, a especiaria mostra todo o seu poder: o arroz é tingido em poucos instantes e o seu aroma tão característico logo começa a subir.

Já encontrou açafrão em pó bem amarelo, e mais em conta também? Grandes chances de ser açafrão-da-terra (ou cúrcuma). Leia a nossa matéria sobre especiarias e saiba diferenciá-los!

Trufas

A iguaria que deu nome ao doce de chocolate (por causa da semelhança do formato) segue a mesma linha. Não que ela demande um cuidado especial no manuseio, mas por que precisa ser primeiro encontrada e depois escavada, uma a uma.

É justamente por causa da dificuldade de se reproduzir o processo de formação das trufas em escala comercial que elas tem um preço tão elevado. Não são cultivadas, mas farejadas… E qual a única maneira de saber onde tem ouro senão procurando?! Essas pequenas bolinhas carnudas são formadas dentro da terra, entre raízes de árvores. Com a ajuda de cães farejadores, os trufeiros conseguem rastreá-las e, em seguida, cavá-las literalmente da terra.

Por razões ainda desconhecidas, as trufas brancas não conseguem ser cultivadas em estufas, o que torna a iguaria ainda mais cara! Portanto, dos bosques do Piemonte, na Itália, saem as variedades mais caras, as brancas de Alba, que chegam a custar R$ 3 mil cada quilo. Apesar disso, outras variedades podem ser encontradas na França, na costa oeste dos Estados Unidos, na Espanha, nos países nórdicos e na China, além de Nova Zelândia e Austrália.

E elas definitivamente não seriam tão procuradas se não fossem realmente incríveis (além de muito saborosas, são extremamente aromáticas!). Por sorte, azeites, queijos, e até mesmo caldos, trufados são mais fáceis de serem encontrados – e mais baratos – do que as trufas propriamente ditas! Não quer arriscar? Leia a matéria e aprenda como cozinhar com trufas.

Baunilha

Assim como o açafrão, a baunilha também é produto de uma flor, mais especificamente uma vagem da orquídea do gênero Vanilla. Popularmente falando, não é tão incomum como as demais “joias” da gastronomia, até porque existem as essências artificiais por aí bem mais baratas que baunilha. É, você não leu errado: essas essências não têm nada de baunilha!

A autêntica baunilha é a segunda especiaria mais cara do mundo, perde apenas para o açafrão. É verdade que não chega a ser mais cara que o ouro, mas um quilo de vagens de baunilha pode custar até mil e seiscentos reais. Que tal?

Tudo isso porque, primeiro, são só encontradas no México e na América Central. Depois, é preciso considerar o fato de serem de difícil cultivo: a reprodução da flor só se dá naturalmente quando feita por pássaros e abelhas.

Pretende comprar vagens de baunilha, mas não sabe o que fazer com elas? Explicamos em “Vanilla Sky – O Paraíso da Baunilha”.

Caviar

Apesar de ser mais barato atualmente, principalmente se comparado com o tempo em que só as ovas vindas do peixe esturjão eram consideradas caviar, ainda é tido como um ingrediente de luxo.

Não quer sair do tradicional? Então vai pagar, por quilo de caviar, cerca de dois mil e quatrocentos reais. O preço se justifica pela dificuldade de se encontrar o esturjão, afinal, o peixe selvagem é nativo dos mares do oriente, principalmente no mar Cáspio.

Ovas de outros peixes, como salmão, tainha e peixe-voador, também são chamadas de caviar. Além disso, existem as prensadas, como é o caso da Butarga, o “caviar brasileiro”, menos crocantes e mais versáteis que as outras.

Quer conhecer os diferentes tipos de caviar? Leia “Você sabe o que é caviar?”.

Café do Jacu

Onde já se viu um grão de café que, depois de ter seu fruto ingerido, defecado por um pássaro e lavado, obviamente, pode ser moído, coado e bebido? Não só pode, como o que passa pelo trato digestivo do jacu foi provado e aprovado! Essa é a versão brasileira, produzida na região de Pedra Azul, no Espírito Santo, do café mais caro do mundo, o Kopi Luwak.

E não é coisa de “jacu”, não, com o perdão do trocadilho. O nome se deve à espécie de pássaro responsável pela iguaria. O jacu só come os melhores frutos do cafeeiro: os que estão perfeitos, sem nenhum defeito, e maduros na medida certa.

O quilo chega a R$ 240 (próximo do preço de uma saca de café comum, ou seja, 60 kg). Mais do que ser exportado direto para os Estados Unidos, Inglaterra e Japão, o café brasileiro ganha recomendação de especialistas mundo à fora e começa a se tornar famoso.

A ideia nasceu depois de os fazendeiros da região terem escutado a história do Kopi Luwak, da Indonésia e Filipinas. O processo é basicamente o mesmo, mas, no caso, o trato digestivo é do civeta, espécie de gato da região. O quilo deste ultrapassa os dois mil reais.

Sal rosa do Himalaia

Considerado um dos mais puros do mundo, o sal do Himalaia contém 84 minerais em sua composição que trabalham das mais variadas formas no organismo. Pode ser utilizado no banho, onde suas propriedades relaxam e tonificam a pele e ainda eliminam as toxinas. Na cozinha, deve ser utilizado durante o preparo dos alimentos, já quase na finalização, pois seu sabor delicado pode se perder durante o cozimento.

Durante séculos, o sal que ainda hoje é extraído manualmente, foi uma mercadoria muito valiosa. Depois de extraído, ele é esmagado, lavado à mão e secado ao sol. Todas as propriedades adquiridas por meio de seu terroir no Himalaia fizeram com que ele traga muitos benefícios à saúde. Sua baixa concentração de sódio já reduz a retenção de líquido e seus outros minerais agem como anti-envelhecimento, previne câimbras por conter magnésio e seus nutrientes são melhor absorvidos pelo corpo.

Todos esses benefícios e sabores muito bem explorados podem ter um preço um tanto salgadinho. Um kilo do sal rosa do Himalaia pode custar, em média, a partir de R$ 50.

Por Gustavo Jazra

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